Confira o novo preço-alvo do BB-BI para CMIN3
BB-BI atualiza modelo financeiro da CSN Mineração com a incorporação dos últimos resultados, as estimativas mais recentes compartilhadas pela companhia e premissas setoriais e macroeconômicas atuais
Publicado por: Análise BB
4 minutos
Atualizado em
22/10/2025 às 11:38
Atualizamos nosso modelo financeiro da CSN Mineração com a incorporação dos últimos resultados, as estimativas mais recentes compartilhadas pela companhia e premissas setoriais e macroeconômicas atuais. Apresentamos nosso novo preço-alvo para o final de 2026 para CMIN3 de R$ 5,50 (antes R$ 5,90), com manutenção da recomendação de Venda.
Recuperação no minério e avanço em produção aliviam resultados no ano
Na primeira metade do ano, a CMIN apresentou resultados operacionais positivos, em nossa opinião, apoiados principalmente no forte ritmo de produção própria, que, entre outros benefícios, sustentou volumes de vendas elevados e contribuiu para a diluição de custos fixos. Considerando o bom desempenho dessas variáveis no 1S25, acreditamos que os guidances da companhia para volume de produção e custo-caixa C1 serão atingidos em 2025, já que a sazonalidade é mais favorável na segunda metade do ano.
Investimentos em expansão ainda não aceleraram
Para os próximos anos, seguimos na expectativa de um avanço mais significativo nos projetos de expansão, que serão decisivos para o salto expressivo na capacidade produtiva almejada pela companhia. Vale ressaltar que, após sucessivas revisões de cronograma e de capex nos anos anteriores, a empresa segue reafirmando que o ritmo dos desembolsos deverá acelerar daqui para a frente. No 1S25, os investimentos nesses projetos somaram R$ 355 milhões, que embora represente mais do que o dobro do valor desembolsado no mesmo período do ano anterior, ainda é um patamar baixo se considerada a média anual de desembolsos estimada, de R$ 3,6 bilhões, com base no guidance atual da companhia.
Companhia segue com caixa líquido e deve continuar distribuindo dividendos
Diante do ritmo ainda lento de desembolsos para os investimentos, a companhia segue mantendo sua posição de caixa líquido (R$ 4,6 bilhões ao final do 2T25), mesmo mantendo a distribuição de 80-100% do lucro em proventos. No entanto, vale ressaltar que parte relevante de seu saldo de caixa é mantida em US$, o que, diante da valorização cambial observada ao longo de 2025, levou a marcações negativas da variação cambial na linha financeira (sem efeito caixa), e corroeu o resultado operacional da empresa. Consequentemente, a CMIN acumulou prejuízo de R$ 240 milhões no 1S25, com o 1T25 sendo o primeiro resultado negativo já reportado desde 2017, quando passou a divulgar seus números publicamente.
Ações se recuperaram e seguem sem potencial de valorização
Os papéis da CSN Mineração tiveram uma forte correção após o reporte de prejuízo líquido no 1T25, mas voltaram a se recuperar em julho, acompanhando o movimento dos preços de minério de ferro. A partir daí, têm sustentado uma recuperação mais firme desde o final de agosto, ao nosso ver, diante da expectativa do mercado do reporte de bons números no 3T25, com a qual corroboramos, dada a manutenção dos preços de minério de ferro acima do esperado, além da manutenção do forte ritmo operacional visto no 1S25. A companhia divulgará seus números no próximo dia 04/11.
Por fim, após a revisão de nosso modelo financeiro, observamos que a companhia está sendo negociada a um EV/EBITDA com prêmio de 25% em relação à média histórica, que, em conjunto com o baixo potencial de valorização para nosso novo preço-alvo 2026e de R$ 5,50, nos leva a manter a recomendação de Venda para o papel.


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