Confira o novo preço-alvo do BB-BI para BHIA3
BB revisa o preço-alvo de Grupo Casas Bahia para incorporar os números do 3T24
Publicado por: Análise BB
7 minutos

BB revisa o preço-alvo de Grupo Casas Bahia para incorporar os números do 3T24
Publicado por: Análise BB
7 minutos
Atualizado em
25/02/2025 às 16:41
Revisamos o valuation do Grupo Casas Bahia para incorporar os resultados do 3T24 e atualizar as premissas macroeconômicas. Com isso, nosso novo preço-alvo de BHIA3 para o final de 2025e ficou em R$ 3,80 (antes R$ 6,70), com manutenção da recomendação de Venda.

As ações BHIA3 caem cerca de ~65% nos últimos 12 meses, movimento impactado tanto pelas sequenciais altas na taxa Selic ocorridas desde o ano passado – que afetam especialmente as empresas cíclicas e mais endividadas, que é o caso de Casas Bahia –, como pela atual situação da companhia que, durante 2024, entrou com um pedido de recuperação extrajudicial, além de ter visto sua operação encolher devido a uma nova estratégia de atuação, com queda de receita e fechamento de lojas.

É importante mencionar que, desde o anúncio do Plano de Transformação em agosto de 2023, a companhia tem feito ajustes importantes em sua operação e em sua estrutura administrativa, apresentando melhorias de rentabilidade, mas cujo caminho para que a mesma retome patamares históricos ainda é longo e repleto de desafios.
No último dia 14, a Casas Bahia divulgou o início operacional do Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC), que estava sendo aguardado desde agosto de 2023, com o objetivo de otimizar sua operação de crediário e aumentar a sua capacidade de financiamento.
Os resultados do 4T24 apresentarão os números que englobam o período mais importante de vendas para o segmento ao qual a companhia faz parte: a Black Friday e o Natal. Acreditamos que a empresa apresentará números melhores que os de períodos anteriores, muito calcados no elevado patamar de concessão de crédito. Apesar da vasta experiência nesse tipo de operação, acreditamos que o cenário de alta taxa de juros pode fazer com que a preocupação em relação ao aumento da inadimplência se aprofunde ao longo do ano.
Para 2025, enxergamos um incremento em receita líquida ainda tímido, abaixo da inflação projetada pelo nosso time de economistas, com o seu desempenho sofrendo diante de um cenário macroeconômico ainda desafiador para o setor de bens duráveis, devido às expectativas de elevação da Selic, com encarecimento e restrição de crédito ao longo do ano e aumento da taxa de desemprego no segundo semestre, que tende a reduzir a massa de renda real das famílias e desestimular o consumo.

Este é um relatório público e foi produzido pelo BB-Banco de Investimento S.A. (“BB-BI”). As informações e opiniões aqui contidas foram consolidadas ou elaboradas com base em informações obtidas de fontes fidedignas e de boa-fé, tendo sido tomadas medidas razoáveis para assegurar sua exatidão no momento de publicação. Contudo, o BB-BI não garante que tais dados sejam totalmente isentos de distorções e não se compromete com a veracidade dessas informações. Todas as opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e derivam do julgamento de nossos analistas de valores mobiliários (“analistas’), podendo ser alteradas a qualquer momento sem aviso prévio. O BB-BI não garante o lucro e não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas nesse material, que tem por finalidade apenas informar e servir como instrumento que auxilie a tomada de decisão de investimento, não devendo ser interpretado como material promocional, recomendação, oferta ou solicitação de oferta para comprar ou vender quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Investimentos nos mercados financeiros e de capitais estão sujeitos a riscos de perda superior ao capital investido. A rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Nos termos do art. 22 da Resolução CVM 20/2021, o BB-BI, em conjunto com o Conglomerado Banco do Brasil S.A. (“Grupo”), declaram que (i) podem ser remunerados por serviços prestados ou possuir relações comerciais com a(s) empresa(s) analisada(s) neste relatório ou com pessoa natural ou jurídica, fundo ou universalidade de direitos, que atue representando o mesmo interesse dessa(s) empresa(s); (ii) podem possuir participação acionária direta ou indireta, igual ou superior a 1% do capital social da(s) empresa(s) analisada(s), e poderão adquirir, alienar ou intermediar valores mobiliários da(s) empresa(s) no mercado.
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