Cai parte do bloqueio às exportações de frango local: como ficam as empresas do setor?
Publicado por: Broadcast Exclusivo
4 minutos
Atualizado em
25/06/2025 às 11:58
Por Adriana Chiarini, do Broadcast
A notícia de que 17 países importadores já voltaram a comprar o frango brasileiro, após a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) reconhecer o encerramento de caso de gripe aviária descoberto em maio em uma granja no Rio Grande do Sul, é um fator positivo para as ações dos frigoríficos brasileiros. A expectativa agora é de que outros importantes importadores, dentre os quais a China e o Canadá, também retomem as importações.
"A notícia ajuda a tirar pressão do setor, que no último semestre vem muito envolvido com em operações de M&A (fusões e aquisições)", diz Hugo Queiroz, sócio da L4 Capital. Para ele, entretanto, o efeito é limitado. "Claro que pode dar um impulso adicional e pode ajudar positivamente, mas, por ora, é pouco o impacto", avalia.
"O que a gente precisa agora é sejam liberadas as exportações para o Canadá e a China, principais mercados", diz Rafael Passos, da Ajax Asset Management.
Queiroz, da L4, explica que se a suspensão das importações perdurasse por muito mais tempo afetaria mais negativamente as ações de empresas do setor, mas que "atualmente, essas barreiras são impostas e são retiradas numa velocidade mais rápida". As companhias estão maiores, com diversidade geográfica de produção e mais preparadas para enfrentar o que ele vê como "questões pontuais".
Eduardo Laudares, da Mag Investimentos, lembra que a principal exportadora de frango do Brasil é a BRF (BRFS3), dona das marcas Sadia e Perdigão e que está em processo de incorporação pela Marfrig (MRFG3), o que depende de aprovação dos acionistas na Assembleia Geral Extraordinária (AGE), marcada para o próximo dia 14.
Com esse processo, avalia Laudares, ambas são as mais expostas a notícias sobre a exportação de frango.
Primeiro caso de gripe aviária foi em 15 de maio
O primeiro caso de gripe aviária por aqui este ano foi detectado em uma granja comercial em Montenegro, no Rio Grande do Sul, no dia 15 de maio. O Brasil já havia registrado casos em aves silvestres em 2023, mas este foi o primeiro em uma criação comercial.
O caso em Montenegro levou a medidas de contenção e erradicação do foco, com barreiras sanitárias e investigações epidemiológicas. Apesar do susto inicial, o Brasil se autodeclarou livre da gripe aviária em granjas comerciais no dia 18 de junho, após 28 dias sem novos casos.
- As exportações de carne de frango de todo país seguem suspensas para 15 destinos, entre os quais Canadá, União Europeia e China.
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