Cade aprova fusão Petz-Cobasi: como fica o acionista?
Publicado por: Broadcast Exclusivo

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Atualizado em
03/06/2025 às 11:10
Por Gustavo Boldrini e Sandra Manfrini, do Broadcast
São Paulo, 03/06/2025 - A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições a fusão entre a Petz (PETZ3) e a Cobasi, que criará uma gigante do varejo pet com cerca de R$ 7 bilhões de receita bruta anual. A aprovação será definitiva após 15 dias, caso o tribunal do Cade ou terceiros não se manifestem.
Trata-se de um passo importante para concluir a operação de união entre as duas empresas, anunciada em agosto do ano passado, e que terminará com a saída das ações ordinárias da Petz da Bolsa e a listagem da Cobasi no Novo Mercado da B3.
Mas, como isso acontecerá e como ficam os atuais acionistas da Petz? Entenda a seguir:
A operação anunciada em agosto de 2024 por Petz e Cobasi se trata de um Acordo de Associação. Ele prevê que a Petz se tornará uma subsidiária integral da Cobasi.
Para isso, os acionistas da Petz receberão 52,6% das ações da nova empresa. Os acionistas da Cobasi, por sua vez, vão deter as ações restantes da companhia combinada, correspondendo a 47,4% do capital social.
Os acionistas da Petz receberão 0,0090445 ação da Cobasi por cada papel PETZ3 que possuam na ocasião do fechamento da operação.
Além disso, receberão uma parcela em dinheiro de R$ 400 milhões, sendo R$ 130 milhões em dividendos a serem distribuídos antes da conclusão da operação de fusão e R$ 270 milhões a serem corrigidos pela taxa de Certificado de Depósito Interbancário (CDI) desde o momento do anúncio da fusão, em agosto do ano passado, até a conclusão da operação.
Este montante será distribuído proporcionalmente à participação de cada acionista no capital social da Petz na data de fechamento. Poderá ser acessado pelos investidores mediante o resgate de ações da nova empresa que estarão nas suas carteiras após a conclusão do processo.
Após a fusão, a ação da Petz (PETZ3), que hoje compõe o Ibovespa, será incorporada pela Cobasi e deixará de ser negociada. Já a empresa resultante da fusão entre as duas companhias terá papéis negociados no Novo Mercado da B3 sob um novo ticker, que ainda não foi divulgado. Também não foi informado se a nova empresa terá um nome diferente.
As empresas justificaram, ao anunciar a intenção de se fundirem, que a operação tinha por objetivo "permitir que tenham capacidade de reduzir preço ao consumidor, proporcionar um melhor atendimento e um portfólio mais completo de produtos e serviços a seus clientes, por meio da combinação do parque de lojas e e-commerce, aumentando a capilaridade de pontos de venda e de entregas".
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