Brava (BRAV3), fusão entre 3R e Enauta, cai 40% no ano: entenda o movimento
Publicado por: Broadcast Exclusivo
7 minutos

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Atualizado em
22/10/2025 às 15:35
Por Gustavo Boldrini, da Broadcast
As ações da Brava Energia (BRAV3) estão entre os destaques negativos do Ibovespa neste ano. A empresa, fruto da fusão entre a 3R Petroleum e a Enauta, terminou o pregão desta terça-feira (21) com baixa acumulada de 40% neste ano, chegando a atingir o menor nível desde sua estreia, em setembro de 2024.
O que pode estar por trás da queda das ações da petroleira e quais as suas perspectivas? Veja a seguir:
Ontem, a Brava anunciou algumas trocas na sua estrutura organizacional. A principal delas foi a exclusão de um dos cargos da diretoria, unificando os setores de finanças, relações com investidores, trading e comercialização sob a estrutura da área financeira.
Com isso, houve as renúncias de Rodrigo Pizarro, antigo diretor financeiro e de RI, e de Pedro Medeiros, diretor de novos negócios, trading e downstream.
Na avaliação de Fabio Lemos, sócio da Fatorial Investimentos, a decisão de modificar a estrutura da direção eleva as incertezas do mercado em relação à empresa. > "A Brava vem enfrentando dificuldades em demonstrar capacidade de execução desde antes da fusão", afirma.
Em relatório, a XP ponderou que, apesar das incertezas, vê "com bons olhos as iniciativas da empresa para aumentar a eficiência e simplificar sua estrutura", conforme a Brava justificou ao anunciar as mudanças.
A fraqueza do petróleo Brent também é um fator relevante para explicar a desconfiança dos investidores em relação à Brava, de acordo com especialistas. Desde o pico do ano (US$ 80) em junho, quando Israel atacou o Irã, a cotação do barril mergulhou 25%, para a casa de US$ 60. Neste intervalo, a cotação da empresa derreteu 30%.
Analistas temem que o nível de US$ 60 se torne, na verdade, um teto para as cotações da commodity. Isso pode prejudicar as chamadas junior oils, como a Brava, a entregarem resultados consistentes.
Para o sócio da L4 Capital, Hugo Queiroz, além da fraqueza do petróleo, soma-se um ambiente macroeconômico desfavorável e preocupações com o endividamento da companhia. "O mercado acaba pesando em empresas mais alavancadas, como é o caso da Brava", aponta.
Nos três meses encerrados em junho, a alavancagem da Brava calculada em dólares e medida pela proporção dívida líquida/Ebitda ficou em 3,11 vezes. A dívida líquida consolidada somava R$ 8,937 bilhões.
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