Brasil salta para a 5ª posição no ranking mundial de adoção de criptos, aponta Chainalysis
Publicado por: Broadcast Exclusivo
7 minutos
Atualizado em
16/09/2025 às 10:49
Por Patrícia Queiroz, da Broadcast
O mercado de criptomoedas tem chamado cada vez mais a atenção de investidores brasileiros. Sinal disso foi o avanço do País da 10ª para a 5ª posição no ranking entre os que mais adotam esse tipo de ativo, entre 2024 e 2025, segundo dados prévios do relatório Geografia das Criptomoedas, da empresa de inteligência de dados e blockchain Chainalysis.
Segundo o levantamento, no ranking geral, o Brasil fica agora atrás apenas da Índia, Estados Unidos, Paquistão e Vietnã, mas ocupa a liderança na América Latina em todas as métricas avaliadas, como varejo, finanças descentralizadas (DeFi) e atividade institucional.
Na América Latina, nos 12 meses encerrados em junho deste ano, o mercado cresceu 63%, refletindo o aumento da adoção dos criptos tanto no segmento de varejo quanto no institucional. A elevação, aponta a Chainalysis, reforça a trajetória da região no grupo das que possuem crescimento mais rápido em criptomoedas.
A alta mais consistente do levantamento numa ótica regional foi registrada pelos países da Ásia e Pacífico, que registrou crescimento de 69%, saltando de US$ 1,4 trilhões para US$ 2,36 trilhões, impulsionado especialmente por Índia, Vietnã e Paquistão.
Bitcoin segue absoluto
De acordo com o levantamento, o Bitcoin (BTC) liderou com ampla margem de vantagem entre os ativos mais procurados por investidores que entraram no segmento cripto no período, com mais de US$ 4,6 trilhões.
Já as stablecoins representaram US$ 1,3 trihões, enquanto as altcoins ficaram com aproximadamente US$ 540 bilhões dos aportes iniciais nesse mercado.
Alternativas de proteção
Para Guilherme Sacamone, CEO da Exchange OKX no Brasil, em ambientes com cenários geopolíticos e incertezas jurídicas, os mercados reagem com um movimento clássico de aversão ao risco.
"Investidores buscam portos seguros para proteger capital contra volatilidade, inflação e instabilidade regulatória. É justamente nesse contexto que o Bitcoin e outros criptoativos vêm ganhando relevância como alternativas de proteção", diz.
Além disso, ao contrário de ativos tradicionais, que podem ser impactados negativamente com sanções e guerras comerciais, Sacamone aponta que as criptomoedas circulam globalmente sem a necessidade de intermediários.
Para o executivo, o movimento em direção às criptomoedas nesses cenários não é apenas defensivo. "Ele também mostra como investidores estão buscando diversificação inteligente e exposição a uma classe de ativos que cresce em relevância global", afirma.
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