Bolsa ganha R$ 515 bilhões em outubro: quais ações puxaram a valorização?
Publicado por: Broadcast Exclusivo
5 minutos
Atualizado em
21/10/2026 às 17:01
Por Soraia Budaibes, da Broadcast
São Paulo, 21/10/2026 - A Bolsa brasileira ganhou R$ 515 bilhões em valor de mercado em apenas 13 pregões de outubro, passando de R$ 5,139 trilhões, no fechamento de setembro, para R$ 5,650 trilhões no último dia 19, com avanço de 10,02%, o quarto maior ganho nominal mensal desde janeiro de 2020, segundo levantamento da Elos Ayta, consultoria especializada em inteligência e análise de dados do mercado financeiro.
O movimento, impulsionado, entre outros fatores, pela entrada de investidores estrangeiros e pelas expectativas em torno das eleições presidenciais, repercutiu junto às empresas de menor capitalização, as chamadas small caps, e à Petrobras, cujas ações praticamente dobraram de valor neste ano.
Quais empresas se valorizaram na B3?
As empresas de menor capitalização, conhecidas como small caps, foram as que se valorizaram no período. "O movimento reflete expectativas de um cenário econômico mais favorável, com possível redução das taxas de juros, fator particularmente relevante para empresas mais sensíveis ao custo do crédito", explica Einar Rivero, CEO da Elos Ayta.
Na lista das 10 empresas que mais tiveram crescimento de valor de mercado até o dia 19 deste mês, estão:
1 - Petrobras (PETR3/PETR4);
2 - BTG Pactual (BPAC11);
3 - Itaú Unibanco (ITUB4);
4 - Bradesco (BBDC3) /BBDC4);
5 - B3 (B3SA3);
6 - Ambev (ABEV3);
7 - Sabesp (SBSP3);
8 - Localiza (RENT3);
9 - Rede d'Or (RDOR3);
10 - Equatorial (EQTL3).
Petrobras no topo do ranking
A Petrobras dobrou o valor de mercado na Bolsa desde o início do ano e chegou a alcançar a soma recorde de R$ 819,8 bilhões na semana passada. Os ganhos acumulados são de 108,79% nas ações ordinárias (PETR3) e de 99,08% nas preferenciais (PETR4).
A performance é atribuída ao ingresso de estrangeiros e ao avanço firme dos preços do petróleo, além de expectativas em torno de eventual mudança de governo.
Segundo especialistas ouvidos pela Broadcast , a companhia já adquiriu autonomia suficiente para sustentar seus ganhos sem depender, entretanto, do cenário político.
A petroleira se descola de outras exportadoras de commodities, como a Vale (VALE3) e a CSN (CSNA3), que se destacam no Ibovespa entre as quedas do ano, com baixas acumuladas até aqui de 8,42% e 35,12%, respectivamente.
Apesar de a Petrobras também ser um ativo precificado em dólar, o papel tem um vetor adicional de suporte: o petróleo tipo Brent, fator dominante para a valorização da ação na Bolsa no período, segundo avaliam analistas de mercado.
(Colaborou Luísa Laval)

