Bitcoin chega ao Pizza Day nas máximas históricas, em meio a aumento de compras institucionais
Publicado por: Broadcast Exclusivo
7 minutos
Atualizado em
22/05/2025 às 11:39
Por Gustavo Boldrini, do Broadcast
São Paulo, 22/05/2025 - O mundo das criptomoedas comemora nesta quinta-feira, 22 de maio, uma das datas mais importantes deste mercado: o Bitcoin Pizza Day, que é celebrado pela 15ª vez. E o clima não poderia ser melhor, uma vez que o ativo atingiu mais cedo uma nova máxima histórica, aos US$ 111.861,22, segundo a Binance.
Mas, afinal, o que é o Pizza Day? Trata-se de um evento histórico ocorrido em 2010, neste mesmo dia 22 de maio, quando um programador chamado Laszlo Hanyecz fez a primeira compra documentada de um bem com Bitcoin ao comprar duas pizzas da Papa John's por 10.000 BTC. Na época, o valor desses Bitcoins era aproximadamente US$ 41,00 - hoje, isso equivale a mais de US$ 1,1 bilhão.
O Bitcoin Pizza Day é celebrado como um lembrete da evolução do valor do Bitcoin e da crescente adoção das criptomoedas como um meio de troca. Agora, em 2025, o momento é mais do que propício para falar nisso.
Depois de alguns meses de turbulência neste início de ano, o BTC voltou a subir nas últimas semanas e ultrapassou a marca histórica dos US$ 111 mil hoje pela madrugada. Há pouco, perto das 10h15 (de Brasília), a criptomoeda operava em alta de 4,57% nas últimas 24 horas, a US$ 111.272,77. Em maio, o ativo acumula alta de mais de 20%.
"Nos últimos 15 anos, o Bitcoin deixou de ser um ativo de nicho de entusiastas de tecnologia para se tornar um fenômeno global, impulsionando o desenvolvimento de todo um ecossistema de criptomoedas e tecnologias blockchain", afimou em nota a Binance, maior exchange do mundo.
O que explica a alta recente do Bitcoin?
Além da melhora do clima dos mercados em maio, após o acordo entre Estados Unidos e China que colocou uma pausa na guerra tarifária entre as maiores economias do mundo, o mercado cripto conta com noticiário regulatório favorável nos últimos dias.
Na última segunda-feira (19), o Senado dos EUA avançou com um projeto de lei voltado às stablecoins, ativos digitais lastreados em moedas fiduciárias, criando um possível marco regulatório para esses ativos. Já na terça (20), a Câmara dos Representantes do Texas aprovou um projeto para criar uma reserva estratégica de BTC e outras criptomoedas, medida que ainda precisa da sanção do governador Greg Abbott para virar lei.
Do outro lado do mundo, o Conselho Legislativo de Hong Kong aprovou ontem (21) uma legislação que permitirá a instituições financeiras solicitar licenças para emissão de stablecoins, segundo informou o CoinTelegraph .
Adoção institucional em destaque
Segundo Sebastián Serrano, CEO e cofundador da exchange Ripio, a adoção institucional crescente do Bitcoin não só por órgãos públicos, mas por empresas, é outro fator que tende a impulsionar a criptomoeda.
"O apetite institucional pelo Bitcoin não apenas empurra os preços: ele solidifica, a cada integração, a tese do Bitcoin como pilar de uma nova economia descentralizada. O que antes era uma moeda negociada em fóruns da internet, tornou-se uma reserva de valor institucional", avalia Serrano.
Ele cita os casos de gigantes como Tesla, Microsoft e PayPal entre empresas que já obtiveram exposição direta ou indireta ao criptoativo. No Brasil, recentemente, o Méliuz se tornou a primeira Bitcoin Treasury Company do País, isto é, companhia que se utiliza do BTC como sua principal estratégia de tesouraria - nos EUA, o caso mais famoso desse tipo é o da Microstrategy.
A euforia dos ETFs
Comprar criptomoedas de forma direta pode ser um processo difícil e que causa dúvidas para investidores que não estão acostumados com esse mercado. Por isso, cada vez mais investidores têm utilizado os fundos negociados em bolsa (ETFs) como forma de se expor aos criptoativos. Mas não são só os iniciantes: grandes investidores também enxergam nos ETFs uma forma segura e prática de investir nos ativos digitais.
"O volume negociado dos ETFs de BTC nos EUA subiu 286,6% desde o último Pizza Day, de 2024, e os ativos sob gestão desses fundos ultrapassam os US$ 131 bilhões", comenta Sebastián Serrano, CEO da Ripio.
Segundo ele, o aumento da atividade dos ETFs "reflete a crescente adoção institucional, que está diretamente empurrando os preços e reforçando a tese do Bitcoin como ativo de longo prazo".
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