Axia Energia 1T26: melhores preços de venda aumentam receita, custos diminuem e EBITDA acelera forte, positivo.
BB faz análise de resultados da Axia Energia no 1T26.
Publicado por: Análise BB
3 minutos
Atualizado em
07/05/2026 às 16:10
A Axia divulgou ontem (6/5), após o fechamento do mercado, seu resultado referente ao 1T26, trazendo números robustos e forte crescimento de EBITDA e lucro, amparado no crescimento de receita da Geração decorrente de melhores preços de venda de energia no curto prazo e na redução de custos.
A receita regulatória consolidada do 1T26 veio em R$ 11,6 bilhões (+19,7% a/a) beneficiada pelos efeitos positivo da venda de energia no segmento de Geração, compensando a queda da receita de Transmissão que sofreu redução no fluxo da RBSE a partir de julho de 2025 e mudança na regra de contabilização de itens de repasse da receita.
A receita bruta de Geração foi R$ 9,4 bilhões no 1T26 (+34,2% a/a) com (i) maior volume de energia disponível em função da descotização de mais uma parcela das usinas renovadas na privatização, (ii) redução do descasamento de preços entre os diferentes submercados regionais e (iii) maior preço de energia de curto prazo que o verificado há um ano. A receita bruta de Transmissão foi de R$ 3,9 bilhões no 1T26 (-11,3% a/a), com impacto negativo do menor fluxo de recebimento da RBSE e da provisão relacionada aos itens de repasse que sofreram alteração na metodologia contábil a partir deste trimestre, superando o incremento de receita de reforços e melhorias.

Os custos e despesas operacionais ex-depreciação apresentaram mais uma vez quedas expressivas, somando R$ 3,2 bilhões no 1T26 (-30,3% a/a), favorecidos por menores custos de compra e transporte de energia e de combustível para geração de energia que somaram R$ 2 bilhões no 1T26 (-36,5% a/a) e por redução das despesas de pessoal, materiais e serviços que somaram R$ 1,4 bilhão (-11,7% a/a). O trimestre também foi mais uma vez favorecido por reversão de provisões e resultado de alienação de ativos na linha de outras receitas e despesas operacionais e não operacionais com destaque para a alienação da IE Madeira no descruzamento de participações societárias com a ISA anunciado em 19 de março.
O avanço da receita acompanhado de redução em custos e despesas proporcionou forte avanço no EBITDA e significativo ganho de margem EBITDA na comparação anual, vindo em R$ 8,4 bilhões (+64,6% a/a) com margem de 72,4% (+19,8 p.p. a/a).
O resultado de participações societárias adicionou R$ 452 milhões ao 1T26 (+21,8% a/a) com a melhora da contribuição de Belo Monte superando o impacto da exclusão da contabilização da Eletronuclear devido à sua classificação para mantido para venda.
O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 3,3 bilhões no 1T26 (-7,5% a/a) favorecido tanto por maiores receitas financeiras quanto por menores despesas financeiras na comparação anual.
A última linha trouxe lucro líquido regulatório consolidado de R$ 2,9 bilhões no 1T26, em expressiva alta na comparação anual ao somar o bom desempenho operacional e financeiro deste trimestre com a fraca base comparativa do 1T25 que sofreu impacto de atualizações monetárias e variações do valor justo da dívida com hedge.

A dívida líquida consolidada da companhia encerrou o trimestre em R$ 45,8 bilhões, alta de 8,1% na comparação anual, porém o excelente avanço operacional permitiu leve redução da alavancagem medida pela relação entre dívida líquida e EBITDA dos últimos 12 meses, vindo em 1,8 vezes ao final do 1T26, ante 1,9 vezes um ano antes. Somando as obrigações com CDE e bacias hidrográficas assumidas com a privatização, o endividamento ficou em R$ 89,2 bilhões e a alavancagem fechou o trimestre em 3,5 vezes o EBITDA dos últimos 12 meses, ante 3,8 vezes um ano antes.
A companhia continua a avançar, de forma residual, em sua reestruturação societária via gestão de portfólio, com a conclusão da venda de participação na EMAE, o descruzamento de participações societárias em ativos de transmissão com a ISA Energia e venda de outras participações minoritárias em SPEs de transmissão realizados nos últimos meses.
Os investimentos também seguem acelerando, tendo a Axia desembolsado R$ 1,3 bilhão no 1T26, montante 36% superior ao investido no 1T25, concentrado em Transmissão, tanto em reforços e melhorias como em novos projetos conquistados em leilões recentes.
Discalimer
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