Alupar (ALUP11) 1T26: expansão na Transmissão e maior comercialização trazem bom início de ano
BB analisa resultado do 1o TRI 26.
Publicado por: Análise BB
3 minutos
Atualizado em
08/05/2026 às 16:14
A Alupar divulgou ontem (7/5), após o fechamento do mercado, seu resultado referente ao 1T26 mantendo crescimento na receita de Transmissão com avanço de novos projetos e, desta vez, acompanhado de melhora no resultado de Geração com maior atividade de comercialização aproveitando preços mais altos de energia. Consideramos o resultado positivo.
Dividendos de R$ 69,2 milhões referentes ao lucro do 1T26 foram anunciados, correspondentes a R$ 0,21 por unit e serão distribuídos com base na posição acionária de 14/5/26, com o pagamento em até 60 dias.

A receita regulatória de transmissão do 1T26 somou R$ 739 milhões, apresentando crescimento de 16,4% a/a em função da entrada comercial da TCE em outubro de 2025, de trechos da ELTE e TECP ao longo do ano, da contabilização do ativo adquirido em julho de 2025 (TBO) e do reajuste da receita de transmissão pelo IPCA e IGP-M acumulados em 12 meses em 5,32% e 7,02%, respectivamente, a partir de julho/25.
Na Geração a receita líquida no IFRS apresentou avanço semelhante na comparação anual, vindo em R$ 258 milhões no 1T26 (+15,3% a/a) com resultado mais forte de comercialização que contou com maior volume e preços bem superiores ao do 1T25, além de preços de venda no ACL e ACR reajustados pela inflação. A receita líquida regulatória consolidada somou R$ 996 milhões no 1T26 (+16,3% a/a).
Os custos e despesas operacionais ex-D&A consolidados da Transmissão avançaram em ritmo ligeiramente superior ao da receita no trimestre (+18% a/a) com maiores custos e despesas associadas aos novos projetos que entraram em operação. O resultado de equivalência patrimonial trouxe menor contribuição devido ao início operacional da TNE, que passou a contabilizar suas despesas financeiras capitalizadas. Assim, o EBITDA do segmento incluindo o resultado de equivalência da TNE veio em R$ 668 milhões (+15,3% a/a), em alta ligeiramente abaixo do crescimento da receita de transmissão. A margem EBITDA de Transmissão ficou em 90,4% no 1T26 (-0,9 p.p. a/a).
Na Geração, custos e despesas operacionais ex-D&A apresentaram estabilidade na comparação anual, somando R$ 106,7 milhões no 1T26 (-0,3% a/a), com a redução de despesas operacionais compensando maiores custos com compra de energia em função da atividade mais intensa de comercialização que impulsionou a receita, além de compras de energia compensar impactos do GSF e do curtailment. O EBITDA do segmento veio em R$ 152 milhões no 1T26, em alta de 29,6% a/a e margem EBITDA de 58,8% (+6,5 p.p. a/a).
O total de custos e despesas operacionais ex-depreciação consolidado somou R$ 202 milhões no 1T26 (+17,6% a/a), superando ligeiramente o crescimento da receita, principalmente em função da expansão em andamento na Transmissão e de oscilações em provisões. O EBITDA consolidado veio em R$ 794 milhões no 1T26 (+15,9% a/a), mostrando bom avanço, praticamente em linha com o avanço da receita, assim como a margem EBITDA que ficou em 79,7% (-0,7 p.p. a/a) apresentando estabilidade na comparação anual.
O resultado financeiro foi impactado negativamente neste trimestre pelo efeito de variações cambiais, que anularam o benefício de menor IPCA na comparação anual e de redução no custo da dívida de alguns ativos. O resultado financeiro líquido veio negativo em R$ 302 milhões, ante os R$ 274 milhões apurados no 1T25.
Assim, o lucro líquido consolidado veio em R$ 286 milhões no 1T26, em alta de 9,8% na comparação anual. Excluindo a participação dos sócios minoritários em ativos consolidados pela Alupar, o lucro líquido do 1T26 foi R$ 148,9 milhões (+6,3% a/a).

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