Ação do Carrefour (CRFB3) dá adeus à B3: como ficam os acionistas?
Publicado por: Broadcast Exclusivo
6 minutos

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Atualizado em
06/06/2025 às 16:12
Por Gustavo Boldrini, Júlia Pestana e Isabela Mendes, do Broadcast
São Paulo, 30/05/2025 - A ação ordinária do Carrefour Brasil (CRFB3) vive hoje seu último pregão na Bolsa brasileira. O papel será deslistado da B3 após o controlador da empresa, o Carrefour da França (CSA), transformar a rede brasileira em sua subsidiária integral.
Isso significa que o Carrefour vai sair do Brasil? E os acionistas, como ficam? A seguir, entenda os detalhes da deslistagem das ações do Carrefour Brasil na B3 e tire suas dúvidas sobre a operação:
A deslistagem das ações do Carrefour Brasil, grupo que gere as redes Carrefour e Atacadão, foi proposta oficialmente pelo CSA, controlador da empresa, em março deste ano, e aprovada pelos acionistas numa Assembleia Geral Extraordinária (AGE) no final de abril.
O Carrefour França, que já detinha 67% da empresa, propôs a incorporação das ações remanescentes para torná-la uma subsidiária integral, obtendo 100% dos papéis. Para isso, foi necessário primeiramente comprar as fatias que alguns investidores minoritários relevantes tinham na empresa, como a Península Capital, do família do falecido empresário Abilio Diniz, e o fundo GIC, de Singapura.
A proposta inicial do Carrefour França oferecia R$ 7,70 por ação, mas foi alterada para R$ 8,50 após pressão de acionistas.
Para os atuais acionistas, o Carrefour ofereceu algumas opções, ou classes de ações:
Caso o investidor não tenha manifestado sua intenção até 12 de maio, foi incluído automaticamente na Classe A.
A saída da Bolsa não significa que as redes Atacadão e Carrefour deixarão de existir. Pelo contrário. Estima-se que, após a deslistagem, as operações brasileiras do Grupo Carrefour continuem sendo responsáveis por cerca de 20% das vendas globais da companhia.
A decisão de fechar o capital e sair da B3 tem mais a ver com questões estratégicas da empresa. A liquidez em queda e o desinteresse dos investidores institucionais brasileiros contribuíram para a decisão, segundo apurou o Broadcast .
Para o presidente do Carrefour Brasil, Stéphane Maquaire, a saída da Bolsa permitirá à empresa tomar decisões com mais agilidade e reduzir a complexidade de processos internos.
"A estrutura de capital fechado nos dará mais velocidade para executar nossas estratégias. Passamos por um período importante de integração e ajustes, e agora o foco será crescer e com potencial de abertura de novas lojas a partir de 2026", disse o executivo, em entrevista ao Broadcast , na última divulgação de resultados.
A decisão do Carrefour Brasil marca mais um capítulo na crescente tendência de empresas que optam por abrir mão do mercado acionário para ganhar flexibilidade e atrair novos investimentos.
Dentre os casos mais emblemáticos recentes, estão o da empresa de liquidação de transferências eletrônicas Cielo, que deixou a Bolsa após 15 anos listada. Outro exemplo é a ClearSale, que se despediu da B3 depois de concluir o processo de venda e incorporação pelo Serasa Experian.
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