A gasolina vai subir? Entenda fim da subvenção ao combustível
Publicado por: Broadcast Exclusivo
5 minutos
Atualizado em
02/07/2026 às 11:05
Por Gustavo Boldrini, da Broadcast
São Paulo, 02/07/2026 - O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou ontem que a subvenção dada pelo governo federal para conter a alta dos preços da gasolina acabará na semana que vem, em meio à estabilização dos preços do petróleo no exterior após o avanço nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã.
A subvenção à gasolina entrou em vigor no fim de maio, garantindo aos produtores um pagamento de R$ 0,44 por litro do combustível a fim de amortecer o impacto causado pela disparada das cotações da commodity no exterior e evitar que esse efeito chegasse às bombas dos postos.
Ontem, já começou a retirada gradual das subvenções aos combustíveis, com o fim de um subsídio de R$ 0,35 para o litro do óleo diesel. No mesmo dia, a Petrobras anunciou redução do preço do diesel A (antes da mistura de etanol) de uso rodoviário em R$ 0,3515 por litro - ou seja, a retirada da subvenção foi abatida pelo corte de preços.
O preço da gasolina vai subir?
Como aconteceu com o diesel, é provável que a queda recente do petróleo no exterior se reverta em um corte no preço da gasolina, mesmo com a retirada da subvenção federal.
- O petróleo Brent saiu da faixa dos US$ 96 no início de junho para US$ 71 neste começo de julho, diante da expectativa de normalização do fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz, no Irã, com o avanço das negociações entre iranianos e americanos em busca de um acordo de paz.
Nos EUA, onde o aumento da gasolina se tornou um problema para a popularidade do governo do presidente Donald Trump, ele afirmou em postagem na Truth Social que os valores do combustíveis nos postos também começam a cair, embora ainda abaixo do ritmo esperado.
Na mesma declaração, o republicano afirmou que os preços da gasolina devem "em breve" voltar aos níveis recordes de baixa registrados anteriormente.
Quais são as perspectivas para o petróleo?
A perspectiva de melhora no ambiente global de fornecimento do petróleo tem ajudado a sustentar a queda dos preços. No entanto, analistas da corretora indiana Kotak Neo avaliam que qualquer interrupção no tráfego do Golfo Pérsico ou colapso nas negociações diplomáticas entre EUA e Irã pode rapidamente reviver o prêmio de risco geopolítico e sustentar os preços.
Analistas do banco japonês MUFG destacam que "a incerteza permanece sobre questões-chave, incluindo o programa nuclear do Irã e a governança futura do Estreito de Ormuz, o que deve complicar as negociações durante o período de cessar-fogo". Com isso, a queda recente do petróleo ainda inspira de cautela.
(Colaboraram Eduardo Laguna, Thaís Porsch e Talita Nascimento)

