Vamos (VAMO3) tem trimestre misto mas segue na direção certa, segundo BB-BI
Trimestre foi impulsionado pela venda de seminovos.
Publicado por: Análise BB
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Atualizado em
07/05/2026 às 12:33
A Vamos divulgou um resultado misto no 1T26, em nossa opinião, porém, em linha com a estratégia declarada da companhia. No top line, a receita líquida cresceu 22% a/a, o que consideramos positivo. Porém, esse crescimento foi impulsionado principalmente pela venda de ativos, que aumentou 58% a/a, enquanto a receita de locação avançou 10% a/a. A companhia vem passando por um momento de equalização de seus estoques, tendo em vista o volume de ativos retomados por motivos de devolução e/ou rescisões de contratos nos últimos trimestres. Essa dinâmica tem pressionado o preço médio de venda dos caminhões e máquinas e aumentado os custos e despesas relacionados à venda, manutenção e depreciação dos ativos, o que, por sua vez, tem comprimido as margens e resultados da companhia. Como consequência, e soma-se a isso as despesas financeiras elevadas do período, a Vamos encerrou o 1T26 com queda de 8 p.p. a/a da margem EBITDA e de 20% a/a do lucro líquido.
Pelo lado positivo, destacamos: (i) o aumento da representatividade das linhas de aluguel de ativos usados, impulsionado tanto por extensões de contrato quanto pela modalidade Sempre Novo, o que permitiu o aumento da taxa de ocupação da frota para 88%, aproximando-se do guidance de 90% para 2026, embora tais linhas tendam a reduzir o prazo médio dos contratos e, por consequência, a previsibilidade dos resultados futuros; e (ii) a aparente normalização na relação ativos retomados / imobilizado bruto, que se manteve abaixo de 5%, concomitante à redução gradual do nível bruto de retomada de ativos, o que nos inspira confiança para os próximos trimestres, sugerindo que o pior momento realmente já passou e que as medidas tomadas pela companhia, como redução da concentração em setores como agronegócio, surtiram efeito.
Em linha com a estratégia de redução de estoques, a Vamos tem impulsionado o volume de vendas na unidade de Seminovos, tanto de caminhões quanto de implementos rodoviários, que, no consolidado, cresceram em +60% a/a em volume. Essa dinâmica tem contribuído para a geração de receita e para a redução do capex líquido necessário para giro da frota, embora, à frente, o cronograma de vencimentos de contratos da companhia preveja um aumento no volume de ativos desmobilizados até 2029, o que pode trazer um desafio no endereçamento desses ativos.
Para 2026, a Vamos deve continuar o processo de equalização dos estoques, aumentando a receita com venda de ativos e expandindo a taxa de ocupação da frota, além de reduzir a alavancagem. Consideramos a estratégia da companhia correta, porém com balanço de riscos ainda não favorável para o investidor. Por isso, reiteramos recomendação neutra para VAMO3, com preço-alvo de R$ 4,10 para o final de 2026.

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