No 3T25, a Usiminas reportou uma mínima melhora em seu resultado operacional consolidado em relação aos fracos números do 2T25, que foi proporcionada pelo incremento de volume e preços médios no segmento de mineração, e pela redução nos custos da siderurgia, em linha com as expectativas compartilhadas pela companhia. Vale ressaltar que, neste segmento, o ambiente de negócios continuou se deteriorando em razão da concorrência crescente com as importações de aço, bem como de produtos acabados na cadeia produtiva, como automóveis e máquinas. O EBITDA ajustado consolidado foi de R$ 434 milhões (+6,4% t/t), com margem EBITDA ajustada de 6,6% (0,4 p.p. t/t).
No entanto, a contabilização de impairment (perda no valor recuperável) de ativos no valor de R$ 2,2 bilhões, e de um ajuste negativo de impostos diferidos de R$ 1,4 bilhão – ambos sem efeito caixa neste momento – foram os principais detratores dos números, e levaram ao prejuízo de R$ 3,5 bilhões, o pior resultado líquido registrado pela companhia pelo menos desde 2017, revertendo o lucro de R$ 125 milhões do 2T25.
Dívida líquida e alavancagem continuaram recuando
Por outro lado, a dívida líquida teve significativa redução de 69% e encerrou o 3T25 em R$ 327 milhões, como reflexo, (i) da redução da dívida bruta pela recompra antecipada de bonds e debêntures, e (ii) da maior geração de caixa livre dos últimos 2 anos (R$ 613 milhões positivos, ante R$ 281 milhões no 2T25), dada a expressiva redução no capital de giro e o patamar de capex mais baixo. Assim, a alavancagem financeira reduziu para 0,16x dívida líquida/EBITDA (ante 0,50x no 2T25).
Após revisão do valuation, apresentamos nosso novo preço-alvo 2026e e mantemos recomendação Neutra
Aproveitamos a divulgação do resultado para incorporar os números em nosso modelo financeiro e apresentamos nosso novo preço-alvo para o final de 2026 de R$ 5,70 para USIM5 (antes R$ 8,70). Ponderando, de um lado, (i) a perspectiva de continuidade do cenário ainda adverso para a siderurgia brasileira, que deve seguir limitando um avanço mais expressivo na rentabilidade do setor, e de outro lado, (ii) a disciplina financeira da companhia, que tem sustentado um balanço robusto mesmo diante dos fracos resultados nos últimos trimestres, o que inclusive pode possibilitar a deliberação de distribuição de dividendos ainda neste ano, segundo informado durante teleconferência para apresentação de resultados realizada nesta data, e por fim, (iii) o baixo potencial de valorização para nosso novo preço-alvo, mantemos a recomendação Neutra.
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