Usiminas (USIM5) 2T26: acima do esperado, com a continuidade da recuperação da siderurgia
Empresa novamente mostrou uma evolução em seu resultado operacional consolidado, que foi proporcionada pela continuidade da recuperação das margens na unidade de siderurgia, enquanto o desempenho operacional da mineração foi impactado negativamente pela forte elevação nos fretes marítimos.
Publicado por: Análise BB
4 minutos
Atualizado em
30/07/2026 às 12:03
Usiminas registra alta no EBITDA ajustado e na margem consolidada no 2T26
Desempenho positivo da unidade de siderurgia marca trimestre, apesar de desafios no setor
A Usiminas apresentou resultados relevantes no segundo trimestre de 2026, com destaque para o aumento do EBITDA ajustado, impulsionado pelo segmento de siderurgia, que compensou o desempenho mais fraco da mineração. A companhia segue demonstrando disciplina financeira e eficiência na gestão de custos, fatores que contribuíram para sua performance.
EBITDA ajustado cresce 86,5% na base anual
O EBITDA ajustado da companhia alcançou R$ 761 milhões no 2T26, um aumento de 86,5% em relação ao 2T25, quando o valor foi de R$ 408 milhões. A margem EBITDA ajustada também registrou crescimento expressivo, subindo 6,3 pontos percentuais na base anual, para 12,4%. Esses resultados reforçam o impacto positivo das estratégias de gestão de custos e eficiência adotadas pela empresa.
Endividamento e fluxo de caixa positivo
A Usiminas encerrou o segundo trimestre com uma dívida líquida de R$ -499 milhões, revertendo o saldo de R$ 1,046 bilhão registrado no 2T25. A alavancagem financeira, medida pela relação dívida líquida/EBITDA, foi de -0,22x, uma melhora significativa em comparação ao índice de 0,50x do mesmo período do ano anterior. Apesar de uma redução de 58% no fluxo de caixa livre em relação ao trimestre anterior, a empresa conseguiu manter um saldo positivo de R$ 35 milhões, evidenciando sua capacidade de geração de caixa mesmo em um cenário desafiador.
Desempenho das ações e perspectivas para o 3T26
As ações da Usiminas (USIM5) acumulam uma valorização de aproximadamente 40% até o fechamento de 29 de junho, superando o desempenho do Ibovespa, que registrou alta de cerca de 8% no mesmo período. No entanto, após a divulgação dos resultados do 2T26, os papéis abriram com queda de mais de 4% no pregão de 30 de junho, indo na contramão do índice. Esse movimento reflete, em parte, a expectativa de um desempenho mais fraco para a unidade de mineração no terceiro trimestre, devido à persistência de custos elevados com fretes marítimos.
Redução no guidance de capex para 2026
A Usiminas anunciou uma revisão em seu guidance de investimentos para 2026, reduzindo o intervalo de R$ 1,4 bilhão a R$ 1,6 bilhão para R$ 1,2 bilhão a R$ 1,4 bilhão. A decisão reflete o compromisso da empresa com a disciplina financeira, mesmo diante de um cenário de aumento nos custos logísticos e desafios no setor de mineração.
Perspectivas para o futuro
Por outro lado, a perspectiva de um resultado mais fraco para a unidade de mineração no 3T26, dada a persistência de fretes marítimos em patamar muito acima do observado antes do conflito, e estável no resultado da siderurgia podem sinalizar que o espaço para novos avanços nos números consolidados deve ser limitado. Assim, mesmo após o reporte de números acima do esperado no 2T26, as ações USIM5 abriram com queda de mais de 4% no pregão de hoje (30) após a divulgação dos números, na contramão do Ibovespa.
Por ora, até a incorporação dos números reportados pela companhia em nosso modelo financeiro, mantemos a recomendação de Compra para USIM5, e nosso preço‑alvo de R$ 8,50 para o final de 2026.



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