Simpar (SIMH3) tem resultado misto no 2T26, segundo BB-BI
Trimestre foi beneficiado pelos resultados de Movida e Vamos.
Publicado por: Análise BB
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Atualizado em
13/08/2026 às 15:22
A Simpar apresentou um resultado misto do 2T26, em nossa opinião, com destaque para o desempenho de Movida e Vamos, porém com viés misto/negativo para JSL e Automob. As receitas de serviços impulsionaram o trimestre, embora compensadas parcialmente pela queda das receitas com vendas de ativos. No consolidado, a receita líquida cresceu 9% a/a. Dado o controle de custos e despesas, os resultados e margens operacionais consolidados da Simpar se expandiram por todas as linhas do resultado. Entretanto, as despesas financeiras aumentaram 18%, em função principalmente da marcação à mercado de derivativos, pressionando a última linha. Por fim, a Simpar encerrou o 2T26 com lucro líquido aj. de R$ 28 milhões (vs prejuízo líquido aj. de R$ 36 milhões no 2T25) e alavancagem de 2,8x (-0,8x a/a) dívida líquida / EBITDA, beneficiada pelo aumento de capital recente.
Com relação às subsidiárias, a Movida apresentou um resultado do 2T26 positivo, em nossa opinião, com destaque para o segmento RAC¹, que apresentou crescimento significativo do volume de diárias, beneficiado pela combinação de uma maior frota com uma maior taxa de ocupação, além do crescimento da tarifa média, o que contribuiu para o ganho de 30% a/a da receita líquida do segmento, com manutenção de margens. Além disso, o segmento GTF² também demonstrou bons resultados, com o yield³ médio dos novos contratos acima da média da carteira, contribuindo para a expansão da rentabilidade. E a vertical de Seminovos também favoreceu o desempenho do trimestre, com o preço médio do carro vendido em linha com as estimativas da companhia, o que contribuiu para a manutenção das taxas de depreciação, embora com menor volume de vendas e retração da receita. No consolidado, a Movida encerrou o 2T26 com um lucro líquido de R$ 136 milhões (+101% a/a), ROIC⁴ recorde de 16,7% (+4,0 p.p. a/a) e alavancagem controlada de 2,7x dívida líquida / EBITDA (-0,3x a/a). Confira análise completa de MOVI3 aqui.
Por sua vez, a Vamos também divulgou um resultado majoritariamente positivo no 2T26, em nossa opinião, com destaque para o segmento de Locação, com o aumento de 60% a/a dos novos contratos, em especial nas linhas de expansão e renovação de contratos com ativos novos e na linha Sempre Novo, fruto da maior demanda do setor de e-commerce, o que contribuiu para o crescimento de 8,6% a/a da receita líquida do segmento e para a manutenção das margens. Já o segmento de Seminovos, teve um aumento significativo de 30% a/a do volume de ativos vendidos, impulsionando o crescimento da receita líquida, porém com margens pressionadas pelo menor preço médio de venda, o que contaminou as demais linhas e levou a uma retração marginal das margens consolidadas. Por fim, a Vamos apresentou um lucro líquido aj. de R$ 101 milhões (+22% a/a). Confira análise completa de VAMO3 aqui.
A JSL apresentou sinais mistos no 2T26e, em nossa visão, com expansão de volumes e de novos contratos, o que levou a um crescimento da receita líquida de 5% a/a mas com retração de margens. Além disso, as despesas financeiras consumiram boa parte do avanço operacional, levando a um lucro líquido de R$ 12 milhões (-44% a/a). Por outro lado, enxergamos com bons olhos a redução da alavancagem para 2,7x (-0,5x a/a) e a geração de caixa líquido no trimestre. Entretanto, a retração de margens observada nas principais avenidas de crescimento da companhia, como a JSL Digital e a Intralog, inspira um cenário desafiador à frente. Obs.: não possuímos cobertura para as ações JSLG3.
Já a Automob, apesar de ter demonstrado avanços operacionais, principalmente nas linhas de Veículos Leves, F&I e Pós-Vendas, o que levou a um crescimento de receita e EBITDA, foi pressionada pelas linhas Agro & Máquinas, Caminhões & Õnibus e pelo resultado financeiro, que mais do que compensaram os avanços e levaram a companhia a um prejuízo líquido ajustado de R$ 88 milhões (vs prejuízo líquido ajustado de R$ 37 milhões no 2T25), com alavancagem de 3,6x dívida líquida/EBITDA (-0,2x a/a). Obs.: não possuímos cobertura para as ações AMOB3.
Desempenho das ações. As ações SIMH3 variam -37% em 2026 e -32% nos últimos 12 meses, contra 4% e 21% do Ibovespa nos mesmos períodos, respectivamente. No momento da confecção deste relatório, as ações subiam 1,5% contra queda de 0,1% do índice, indicando reação relativamente positiva do mercado. Investidores acompanham principalmente a recomposição de preços e a venda de seminovos da Movida, o ritmo da redução dos estoques da Vamos, a evolução dos projetos da JSL e o amadurecimento das operações da Automob após listagem em bolsa. À frente, acreditamos que o nível de endividamento e o ritmo de desalavancagem, tanto consolidado quanto no nível da holding, devem predominar na precificação das ações nos próximos trimestres. Tudo o mais considerado, reiteramos recomendação Neutra para SIMH3, com preço-alvo de R$ 13,00 para o final de 2026.
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