Simpar (SIMH3) tem resultado misto no 1T26, segundo BB-BI
Trimestre foi beneficiado pelo resultado da Movida mas desafios seguem no radar.
Publicado por: Análise BB
2 minutos
Atualizado em
08/05/2026 às 16:18
A Simpar apresentou um resultado do 1T26 misto, em nossa opinião, com destaque positivo para o desempenho operacional da maior parte das investidas, em especial a Movida, porém com destaque negativo para o resultado financeiro ainda pressionado, que levou a companhia a um prejuízo líquido ajustado de R$ 13 milhões (revertendo lucro de R$ 7,7 milhões no 1T25). As receitas cresceram 6% a/a, favorecidas principalmente pela receita de serviços, enquanto o EBITDA ajustado avançou 14% a/a, fruto dos ganhos de eficiência do período. Além disso, houve redução relevante do capex e geração de caixa significativamente maior, o que permitiu a redução da alavancagem para 3,0x dívida líquida / EBITDA (-0,6x a/a), desconsiderando o aumento de capital de R$ 2,9 bilhões que pode levar o indicador para ~2,8x à frente.
Com relação às subsidiárias, a Vamos divulgou um resultado misto no 1T26, em nossa opinião, porém, em linha com a estratégia declarada da companhia. Na primeira linha, a receita líquida cresceu 22% a/a, o que consideramos positivo. Porém, esse crescimento foi impulsionado principalmente pela venda de ativos, que aumentou 58% a/a, enquanto a receita de locação avançou 10% a/a. A companhia vem passando por um momento de equalização de seus estoques, tendo em vista o volume de ativos retomados por motivos de devolução e/ou rescisões de contratos nos últimos trimestres. Essa dinâmica tem pressionado o preço médio de venda dos caminhões e máquinas e aumentado os custos e despesas relacionados à venda, manutenção e depreciação dos ativos, o que, por sua vez, tem comprimido as margens e resultados da companhia. Como consequência, e somando-se a isso as despesas financeiras elevadas do período, a Vamos encerrou o 1T26 com queda de 8 p.p. a/a da margem EBITDA e de 20% a/a do lucro líquido. Confira análise completa de VAMO3 aqui.
No 1T26, as tensões geopolíticas provocaram aumento relevante nos preços de combustíveis, o que pressionou parcialmente os resultados da JSL no trimestre, apesar dos mecanismos de repasse previstos em contrato. Nas unidades de negócio, os destaques positivos foram a Intralog e a JSL Digital, enquanto a JSL Serviços Dedicados apresentou desempenho lateralizado, em função principalmente dos contratos não estratégicos descontinuados ao longo de 2025. No consolidado, a companhia apresentou redução marginal da alavancagem e resultados operacionais modestos, o que, combinados com a queda de 86% do lucro líquido, refletiram na baixa de 2% das ações JSLG3, frente a alta de 1% do Ibovespa no dia seguinte à divulgação. Obs.: não possuímos cobertura para as ações JSLG3.
(Continua).
Já a Movida apresentou um resultado do 1T26 positivo, em nossa opinião, com destaque para o crescimento das operações de aluguel, tanto no RAC¹ quanto no GTF². Ambos avançaram significativamente em receitas e em rentabilidade, impulsionados pelo processo contínuo de recomposição de tarifas, pelo aumento da taxa de ocupação da frota e pela elevação da qualidade da carteira com novos contratos em níveis superiores de yield³. Além disso, apesar do menor volume de vendas em seminovos, houve aumento no preço médio do carro vendido, superando a inflação do período. Por fim, a companhia deu continuidade à trajetória gradual de desalavancagem e manteve o bom patamar de ROIC⁴. Confira análise completa de MOVI3 aqui.
Por sua vez, a Automob apresentou um 1T26 com crescimento da receita líquida, sustentado pelo avanço em veículos leves e expansão de serviços como F&I e pós-vendas. Entretanto, a rentabilidade segue pressionada, refletindo compressão de margens em veículos, fraco desempenho em Agro e Máquinas e queda relevante em caminhões, o que limitou o crescimento do EBITDA. Além disso, o resultado líquido permaneceu negativo (-R$ 57 milhões), impactado principalmente pelo custo financeiro. Obs.: não possuímos cobertura para as ações AMOB3.
Por isso, reiteramos recomendação Neutra para SIMH3, com preço-alvo de R$ 13,00 para o final de 2026.
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