Movida (MOVI3) vai bem no 4T25 e BB-BI atualiza preço-alvo
Recomposição de tarifas e desalavancagem marcam trimestre, segundo o BB-BI.
Publicado por: Análise BB

Recomposição de tarifas e desalavancagem marcam trimestre, segundo o BB-BI.
Publicado por: Análise BB
Atualizado em
24/03/2026 às 15:19
A Movida apresentou um resultado do 4T25 positivo, em nossa opinião, com destaques para: (i) a continuidade do processo de recomposição de tarifas no RAC¹; (ii) a rentabilidade recorde de 2025, que atingiu ROIC² de 16,6% (+4,3 p.p. a/a); e (iii) a redução contínua da alavancagem, que chegou ao menor patamar em 5 anos, ficando em 2,6x dívida líquida / EBTIDA. Além disso, a companhia avançou receitas e margens, chegando a um lucro líquido de R$ 102 milhões (41% maior do que no 4T24).
No RAC¹, a Movida continua avançando no processo de recomposição de tarifas sem afetar significativamente a demanda no segmento, atingindo uma diária média de R$ 161 (+7% a/a) e volume de diárias de ~6,7 milhões (+12% a/a) com taxa de ocupação para 76% (+1,3 p.p. a/a). A priorização do produto de aluguel eventual tem sido estratégia fundamental nesse sentido. Além disso, a companhia surpreendeu no investimento em frota, encerrando o trimestre com uma frota média operacional de ~97 mil veículos (+8 mil a/a) e idade média de 11,1 meses (+0,3 meses a/a), o que sugere algum ganho de market share. O segmento foi o grande responsável pela expansão do top line, com receita líquida de R$ 1,0 bilhão (+20% a/a) e um EBITDA de R$ 663 milhões (+22% a/a), com margem de 65% (+1,4 p.p. a/a).
No GTF³, a Movida também segue evoluindo, tanto em preços quanto em rentabilidade. O ticket médio mensal foi de R$ 3,1 mil (+12% a/a), com volume de aluguéis de 12 milhões de diárias (+2% a/a). A frota média operacional ficou em 128 mil veículos (+2,4 mil a/a) com idade média de 18,2 meses (+1 a/a). Apesar da expansão modesta da frota, os novos contratos adicionados apresentaram patamar superior de rentabilidade, com yield de 3,5% a.m., o que fortalece o backlog de receitas e que deve favorecer resultados futuros. O segmento encerrou o trimestre com receita líquida de R$ 1,1 bilhão (+15% a/a) e EBITDA de R$ 812 milhões (+19% a/a) com margem de 75% (+2,4 p.p. a/a).
Já em Seminovos, a Movida vendeu 22 mil carros, mantendo bom patamar de vendas do 4T24 e com preço médio de venda 6% maior (mesmo com idade média 1,4 mês maior), o que levou a uma receita de R$ 1,6 bilhão para o segmento (+7% a/a). A taxa de depreciação ficou estável em relação à frota média operacional, de 8%~9% no RAC e de 9%~10% no GTF.
Além disso, a Movida encerrou o trimestre com ROIC³ de 16,6% (+4,3 p.p. a/a), o maior da história, ficando 5,8 p.p. acima do custo médio da após impostos, e alavancagem de 2,6x dívida líquida / EBITDA (-0,4x a/a), menor patamar em 5 anos.
Pelo exposto, mantemos nossa visão positiva para a Movida à frente e reiteramos recomendação de compra para MOVI3 com novo preço-alvo de R$ 18,00 para o final de 2026.
¹Rent-a-Car, segmento focado em contratos de curto prazo. ²Retorno sobre capital investido. ³Gestão e Terceirização de Frotas, segmento focado em contratos de longo prazo.



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