Movida (MOVI3) sustenta momento positivo no 1T26
Recomposição de tarifas e desalavancagem marcam trimestre, segundo o BB-BI.
Publicado por: Análise BB
4 minutos
Atualizado em
05/05/2026 às 14:04
A Movida apresentou um resultado do 1T26 positivo, em nossa opinião, com destaque para o crescimento das operações de aluguel, tanto no RAC¹ quanto no GTF². Ambos avançaram significativamente em receitas e em rentabilidade, impulsionados pelo processo contínuo de recomposição de tarifas, pelo aumento da taxa de ocupação da frota e pela elevação da qualidade da carteira com novos contratos em níveis superiores de yield³. Além disso, apesar do menor volume de vendas em seminovos, houve aumento no preço médio do carro vendido, superando a inflação do período. Por fim, a companhia deu continuidade à trajetória gradual de desalavancagem.
No RAC, a Movida continua avançando no processo de recomposição de tarifas, atingindo uma diária média de R$ 168 (+7% a/a) e volume de diárias de ~7,1 milhões (+18% a/a) com taxa de ocupação para 77% (+5,6 p.p. a/a). Além disso, a companhia surpreendeu no investimento em frota, encerrando o trimestre com uma frota média operacional de ~103 mil veículos (aprox. +8 mil a/a) e idade média de 11,6 meses (+1,1 mês a/a). O segmento foi o grande responsável pela expansão do top line, com receita líquida de R$ 1,1 bilhão (+25% a/a) e um EBITDA de R$ 718 milhões (+27% a/a), com margem de 65% (+1,3 p.p. a/a).
No GTF, a Movida também segue evoluindo, tanto em preços quanto em rentabilidade. O ticket médio mensal foi de R$ 3,2 mil (+11% a/a), com volume de aluguéis de ~12 milhões de diárias (+2% a/a). A frota média operacional ficou em 131 mil veículos (+2,4 mil a/a) com idade média de 19 meses (+2 a/a). Além da expansão da frota, os novos contratos adicionados apresentaram patamar superior de rentabilidade, com retorno de 3,7% a.m., o que fortalece o backlog de receitas e que deve favorecer resultados futuros. O segmento encerrou o trimestre com receita líquida de R$ 1,1 bilhão (+11% a/a) e EBITDA de R$ 834 milhões (+10% a/a) com margem de 76% (em linha com o 1T25).
Já em Seminovos, a Movida vendeu ~21 mil carros (aprox. -4 mil a/a), porém com preço médio de venda 12% maior e idade média dos carros vendidos de 28 meses (+11 meses a/a), o que levou a uma receita de R$ 1,6 bilhão para o segmento (-7% a/a). A taxa de depreciação ficou estável em relação à frota média operacional, de 8%~9% no RAC e de 9%~10% no GTF.
Além disso, a Movida encerrou o trimestre com ROIC³ de 16,4% (+4,0 p.p. a/a), +5,3 p.p. frente o custo médio da dívida após impostos, e alavancagem de 2,6x dívida líquida / EBITDA (-0,5x a/a), menor patamar em 5 anos.
À frente, mantemos expectativas otimistas para a Movida e, por isso, reiteramos recomendação de compra para MOVI3 com preço-alvo de R$ 18,00 para o final de 2026.



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