Motiva (MOTV3) vai bem no 4T25 com venda de Aeroportos, segundo BB-BI
Resultado positivo, segundo BB-BI.
Publicado por: Análise BB
5 minutos
Atualizado em
10/02/2026 às 15:54
A Motiva (antiga CCR) apresentou um resultado do 4T25 positivo, em nossa opinião, encerrando o ano de 2025 com avanços importantes, tanto na operação quanto na execução de sua estratégia corporativa, com destaques para: (i) a venda da vertical Aeroportos por R$ 11,5 bilhões e 8,8x EV/EBITDA; (ii) o encerramento do serviço de Barcas no RJ e a otimização contratual da antiga MSVia, operações que tinham contribuição negativa; (iii) a vitória nos processos competitivos de Rota Sorocabana, PRVias e Fernão Dias; e (iv) reequilíbrio e aditivo contratual firmados, em especial da Linha 4-Amarela, com R$ 4 bilhões de investimentos adicionais e extensão do prazo de concessões por mais 20 anos. Além disso, a Motiva entregou antecipadamente a meta de Opex (caixa) / Receita líquida ajustada, que foi de 37,5% (vs projeção de 38% para o 4T26) porém elevou sua alavancagem de 3,3x para 3,6x Dívida líquida / EBITDA UDM¹ (abaixo do limite de 4,5x definido por covenants).
No consolidado do trimestre, a Motiva apresentou receita líquida aj. de R$ 4,3 bilhões (+6,8% a/a), principalmente devido aos reajustes nas tarifas das rodovias estaduais de SP e na Motiva Pantanal, além do desempenho operacional positivo em Rodovias como um todo, com crescimento de 1,5% a/a do tráfego (+3,7% a/a em mesmas bases) e de 10,4% a/a da tarifa média consolidada. Em trilhos, o tráfego de passageiros foi de -0,3% a/a devido ao encerramento do serviço de Barcas no RJ. (excluindo tal encerramento, o tráfego cresceu 1,3% a/a). A redução de custos e despesas no trimestre, principalmente por provisões judiciais do 4T24 que não se repetiram no 4T25 e por reversão da provisão de IPTU na ViaQuatro e ViaMobilidade, levaram a um EBITDA aj. de R$ 2,7 bilhões (+23,8% a/a) com margem de 62,7% (+8,6 p.p. a/a) e um lucro líquido aj. de R$ 606 milhões (+68,3% a/a).
Avaliamos o 4T25 e o ano de 2025 da Motiva como positivos. O encerramento de contratos detratores e a venda da vertical Aeroportos, bem como a entrada de novos ativos que possuem localização estratégica e demanda conhecida (portanto, menor risco), deixam o portfólio da companhia mais simples e eficiente. Para 2026, esperamos continuidade do bom desempenho, além da possibilidade de conquistar novos projetos, dados o pipeline de leilões do governo federal (vide anexo 1) e a margem que a companhia tem para alavancagem, caso seja necessário. Portanto, reiteramos recomendação de compra para MOTV3, com preço-alvo de R$ 17,50 para o final de 2026 até incorporarmos o resultado do 4T25 em nosso valuation.


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