Nessa última terça-feira, 24 de março, o Conselho Curador do FGTS discutiu e aprovou duas pautas de grande relevância para o desenvolvimento habitacional do Brasil: (i) foram reajustadas para cima os valores de renda familiar exigidos de todas as faixas do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), inclusive para a o público ‘Classe Média’, chamada anteriormente de Faixa 4, conforme tabela abaixo:
Durante a reunião, o grupo técnico estimou, utilizando dados de operações realizadas ao longo de 2025, que 87,5 mil famílias seriam impactadas com condições mais favoráveis de acordo com as alterações. Além disso, 31,3 mil famílias passariam a se enquadrar na Faixa 3, e novas 8,2 mil famílias poderiam acessar as condições propostas para a faixa de Classe Média. Considerando toda a população brasileira enquadrável nessas condições, os impactos tendem a ser ainda mais significativos.
Além disso, também foi aprovado (ii) a elevação do valor teto dos imóveis financiáveis para a Faixa 3 e Classe Média conforme tabela abaixo. As faixas 1 e 2 não tiveram alterações.
Com isso, foi estimado um impacto de R$ 500 milhões no orçamento de descontos e de R$ 3,6 bilhões no orçamento oneroso para 2026, que levando em consideração o forte ritmo de captação do FGTS, as alterações de regras para alienação do saque-aniversário e o acesso aos recursos do Fundo Social, sem detecção de prejuízos aparentes à perpetuidade do FGTS como instrumento de fomento à habitação no Brasil.
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