Itaú (ITUB4): Revisão de Preço - Dezembro 2025
Confira o novo preço-alvo do BB-BI para as ações da companhia.
Publicado por: Análise BB
5 minutos
Atualizado em
05/12/2025 às 10:50
Revisamos o valuation de Itaú Unibanco para incorporar os resultados apresentados pela companhia até o 3T25, bem como o atual cenário macroeconômico. Com isso, apresentamos nosso novo preço-alvo de ITUB4 para o final de 2026 em R$ 48,50 (antes R$ 40,60) e reiteramos nossa recomendação de compra.
Catalisadores. O Itaú atravessou 2025 reafirmando sua posição como referência de solidez e rentabilidade no setor bancário brasileiro. No 2T25, o banco entregou lucro líquido gerencial de R$ 11,5 bilhões (+14,3% a/a), com ROAE de 23,3% sustentado por uma margem financeira com clientes robusta (+15,4% a/a), receitas de seguros em alta e custo do crédito praticamente estável. Em um mercado que viu inadimplência subir, o Itaú manteve a taxa em 1,9%, reforçando sua disciplina na gestão de risco. No 3T25, a história se repetiu com novos capítulos: lucro líquido de R$ 11,9 bilhões (+11,3% a/a) e ROE recorrente de 23,3%, mesmo diante de pressões pontuais em despesas. A força da margem com clientes (+11% a/a), o crescimento das receitas de serviços e seguros e a qualidade de crédito estável confirmam um ciclo de execução sólido e previsível. Até mesmo a margem com o mercado, que vinha fraca, mostrou melhora, permitindo ao banco revisar positivamente o guidance para 2025.
Por que seguimos otimistas? O Itaú combina crescimento orgânico moderado com rentabilidade acima dos pares de varejo, sustentado por uma estratégia disciplinada e digitalização crescente. A inadimplência controlada, mesmo em um ambiente seletivo, reforça sua vantagem competitiva. Além disso, a diversificação de receitas – seguros, serviços, gestão de fundos – cria um colchão contra volatilidades.

Desempenho das ações
As ações do Itaú se valorizam significativamente acima do Ibovespa na janela dos últimos 12 meses, segundo nossa interpretação, pela qualidade de execução e consistência de resultados acima da média. Temos recomendação de compra para as ações ITUB4 desde maio de 2020, período em que a valorização do ativo já atinge aproximadamente 235%, incluindo proventos. Atualmente, ela está na Seleção BB 2025 com uma performance de mais de 60% de rentabilidade no ano e está há três anos consecutivos em nossa Carteira Fundamentalista.

Ajustes. Em relação às nossas projeções anteriores, ajustamos principalmente: crescimento de carteira ligeiramente maior (média 7,7% nos próximos 5 anos vs 7,5% anteriormente), refletindo uma expansão de crédito mais resiliente de acordo com dados recentes do Bacen, com impacto consequente na margem financeira, embora tenhamos mantido a mesma margem líquida percentual; (ii) margem com o mercado com percentual modestamente maior, direcionado pelo guidance revisado, com efeito em anos subsequentes; (iii) receitas com seguridade moderadamente maiores (média de crescimento 2026-2030 em 8% ante 5% anteriormente) dada a maior transacionalidade recente; por outro lado,(iv) despesas não decorrentes de juros foram majoradas (média 6,2% nos próximos cinco anos vs 5,2% anteriormente) refletindo volumes mais intensivos de investimentos em tecnologia e digitalização; por fim (vi) o ROE na perpetuidade passou de 22% para 23%, um leve ajuste refletindo o maior patamar de rentabilidade, enquanto o crescimento do lucro no estágio 2 (2031-2035) passou de 7% para 11%, mais em linha com o histórico recente.
Nossa tese de investimento para o Itaú Unibanco contempla: (i) qualidade de crédito superior: Inadimplência estável em 1,9%, na contramão do mercado; (ii) margem com clientes resiliente: Crescimento consistente, apoiado por mix favorável com destaque para varejo alta renda e grandes empresas; (iii) receitas diversificadas: seguros (+17,8% a/a no 3T25), tarifas e gestão de fundos (iv) eficiência em evolução: Investimentos digitais e integração de canais fortalecem a proposta de valor; (v) rentabilidade robusta: ROE acima de 23%, mesmo com custos pontuais.
Os riscos mapeados ficam por conta de: (i) pressão de despesas: Investimentos em eficiência e digitalização podem afetar curto prazo; (ii) margem com mercado volátil: Tesouraria ainda sensível ao custo do hedge; (iii) ambiente competitivo: bancos tradicionais e fintechs disputando espaço em crédito e pagamentos; (iv) cenário macro: volatilidade nos juros e no câmbio podem impactar spreads e resultado.
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