Itaú (ITUB4) 4T25: encerrando um ano de consistência e rentabilidade
O Itaú apresentou mais um resultado sólido no 4T25.
Publicado por: Análise BB
5 minutos
Atualizado em
05/02/2026 às 11:15
O Itaú apresentou mais um resultado sólido no 4T25, com lucro líquido recorrente de R$ 12,3 bilhões (+3,7% t/t; +13,2% a/a), equivalente a um de 24,4%, reforçando a trajetória consistente de expansão de rentabilidade ao longo do ano. O trimestre foi marcado pela combinação já conhecida: margem com clientes em expansão, receitas diversificadas e qualidade do crédito estável, enquanto despesas avançaram de maneira controlada.
Momento
Em nossa leitura, o Itaú encerra 2025 no mesmo compasso que guiou todo o ano: crescimento saudável, rentabilidade crescente e ausência de ruídos relevantes. A previsibilidade da execução, característica que tem se intensificado nos últimos trimestres, continua sendo o maior ativo do banco. A combinação de carteira de crédito expandindo em ritmo moderado, margem financeira robusta e inadimplência estabilizada cria o pano de fundo perfeito para que o banco siga entregando resultados elevados sem depender de movimentos extraordinários.
Perspectivas
Para 2026, esperamos a continuidade do que tem sido o maior diferencial do Itaú: a consistência. A dinâmica de crédito aponta para crescimento moderado, com destaque para segmentos de maior rentabilidade (alta renda, PMEs e grandes empresas selecionadas), enquanto o custo do crédito deve seguir sob controle em razão de um mix prudente e bem provisionado. As despesas tendem a se normalizar após o reajuste coletivo e os investimentos em tecnologia seguem favorecendo ganhos de eficiência no médio prazo. Do lado das receitas, a diversificação contribui para atenuar eventual volatilidade na margem de mercado, mantendo o produto bancário em trajetória saudável. Em nossa leitura, o banco deve seguir entregando ROE acima de 24%, permanecendo como referência de eficiência no sistema financeiro brasileiro.
% no 2T25, mas melhor do que os 40,2% registrado no 3T24.
Preço-alvo e recomendação
Incorporamos os números do 4T25, e também as novas projeções derivadas das expectativas do próprio Itaú () ao , e apesar de ligeiras alterações nas peças móveis do modelo, mantemos nosso novo preço-alvo em R$ 48,50 para o final de 2026. Entendemos que a manutenção do bom momento não apresenta, até agora, sinais de enfraquecimento. Apesar do menor potencial de valorização (upside) dada a forte alta das ações até então, o banco deve seguir sendo a escolha premium do setor, com rentabilidade significativamente superior e mais consistente do que os pares, ensejando prováveis revisões de preço dado o contexto mais benigno que se desenha no horizonte. Por isso, reiteramos a recomendação de Compra.

Desempenho das ações
As ações do Itaú têm apresentado desempenho amplamente superior ao do Ibovespa na janela de 12 meses. Em nossa visão, isso reflete a consistência da execução, a resiliência da rentabilidade e a previsibilidade dos resultados. A ação segue figurando entre nossas as principais recomendações, como a Seleção BB 2026 e a nossa Carteira Fundamentalista, da qual o banco já figura ininterruptamente há mais de 3 anos. Temos recomendação de compra para as ações ITUB4 desde maio de 2020, período em que a valorização do ativo já atinge quase 300%, incluindo proventos.

Destaques do resultado:
Positivos: (i) Margem com clientes forte novamente, avançando +1,5% t/t, sustentada por maior volume médio, melhora de mix e melhor remuneração do capital de giro próprio; (ii) Qualidade de crédito estável, com inadimplência >90 dias em 1,9% e curta (15–90) recuando, reforçando o perfil superior da carteira mesmo dentro de um ambiente competitivo. (iii) Receitas de serviços e seguros crescendo de forma disseminada: fundos, com taxa de performance, cartões e adquirência apoiando o bom crescimento do produto bancário; (iv) Eficiência em trajetória favorável, com o índice caindo para 38,9% (36,9% no Brasil), denotando expansão de receitas acima das despesas e continuidade dos ganhos de escala.
Negativos: (i) Margem com o mercado mais fraca, refletindo menor contribuição de tesouraria e efeitos da estrutura de ; (ii) Custo do crédito levemente maior (+2,8% t/t), embora ainda em patamar benigno e amplamente coerente com a estabilidade da inadimplência.
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