A Simpar, em conjunto com suas controladas Movida e Vamos, anunciou um aumento de capital privado, a fim de incrementar a estrutura de capital das companhias, potencialmente reduzir seu custo de capital, aumentar a liquidez das ações e obter maior capacidade financeira para investimento e expansão dos negócios.
As operações totalizam, dentro das faixas mínima e máxima: (i) entre R$ 1,4 bilhão e R$ 2,0 bilhões na Simpar; (ii) entre R$ 500 milhões e R$ 750 milhões na Movida; e (iii) entre R$ 400 milhões e R$ 600 milhões na Vamos.
Os preços de emissão foram definidos em: (i) R$ 11,24 para SIMH3; (ii) R$ 11,72 para MOVI3; e (iii) R$ 3,85 para VAMO3.
Os acionistas que detinham ações até o pregão do dia 10/3 terão direito de preferência, em suas respectivas proporções por companhia (mais detalhes abaixo), exercível até 16/4.
Os acionistas que optarem por não exercer seu direito de preferência serão diluídos, conforme montante do aumento de capital a ser realizado, aproximadamente: (i) de 23% a 29% na Simpar; (ii) de 11% a 16% na Movida; e (iii) de 9% a 13% na Vamos.
As operações terão como investidores âncora a JSP Holding (controladora do grupo Simpar), o BNDESPar e investidores institucionais não divulgados, não alterando, porém, o controle societário de nenhuma das companhias.
Nossa avaliação. Em nossas estimativas, o aumento de capital pode reduzir a alavancagem das companhias, medida pelo indicador dívida líquida (ex-banco BBC) / EBITDA, a depender do aumento de capital realizado: (i) de 3,0x na Simpar para 2,8x até 2,7x; (ii) de 2,6x na Movida para 2,52x até 2,47x; e (iii) de 3,16x na Vamos para 3,05x até 3,0x.
Em nossa avaliação, a operação tem maior potencial de impacto na redução da dívida líquida da holding Simpar, que encerrou 2025 em R$ 2,7 bilhões (caso o recurso seja utilizado integralmente para desalavancagem), o que pode favorecer a redução do custo de capital da companhia à frente. Nos casos de Movida e Vamos, consideramos o efeito positivo, porém limitado.
Avaliamos que o exercício do direto de preferência: (i) faz sentido para Simpar, se houver interesse do acionista em preservar sua participação na companhia (dado o potencial relevante de diluição); (ii) faz sentido para Movida, considerando nossa visão construtiva para a companhia e o upside em relação ao nosso preço-alvo; e (iii) não faz sentido para Vamos, dada nossa visão mais cautelosa com relação ao momento da companhia. Confira o último relatório de cada companhia acessando os liks: Simpar, Movida e Vamos.
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