Pix por Aproximação estreia com expectativa de impulsionar pagamentos no comércio
Publicado por: Broadcast Exclusivo
6 minutos
Atualizado em
26/02/2025 às 14:30
Por Fabiana Holtz, Matheus Piovesana, Giordanna Neves e Eduardo Laguna, do Broadcast
A partir desta sexta-feira (28) entra em vigor o Pix por Aproximação, modalidade que permitirá realizar transações sem precisar acessar o aplicativo do seu banco. A única exigência é ter uma carteira digital. Alguns dos principais bancos brasileiros também estão oferecendo o serviço por seus aplicativos. É o caso do Banco do Brasil, que já permite Pix por Aproximação a todos os clientes pessoa física desde segunda-feira, 24.
Neste primeiro momento, apenas os celulares com sistema Android que disponibilizam a carteira digital do Google vão poder fazer o Pix por Aproximação por meio da vinculação de uma conta bancária. Apple e Samsung ainda não pediram autorização para atuarem como iniciadores de pagamento, segundo informa a assessoria do Banco Central.
Mas o que é o Pix por Aproximação? Essa modalidade de pagamento é parecida com a dos cartões de crédito quando encostam nas maquininhas. Ou seja, basta você encostar o seu celular e fazer o Pix. Por trás dessa funcionalidade está a tecnologia NFC (Near Field Communication), já bem comum nos cartões de crédito.
Para funcionar, basta desbloquear o celular (por biometria ou senha), aproximar o aparelho da máquina de quem vai receber e seguir os passos indicados pela carteira digital (wallet).
A nova função de pagamento, que passa a ser de oferta obrigatória pelas instituições financeiras a partir de 28 de fevereiro, estava em teste em São Paulo e no Distrito Federal desde outubro do ano passado. A ideia é ampliar o alcance e conveniência desse meio de pagamento.
O Pix por Aproximação funciona na maquininha de outro banco?
Sim, você poderá usar o serviço na maquininha de serviços de pagamentos de um banco concorrente do seu. Segundo a assessoria do BC, a maioria das empresas de maquininhas já está preparada para tal.
Além do BB, Itaú, Bradesco e Santander Brasil também expandiram essa modalidade de PIX para seus clientes pessoa física em dispositivos Android. Basta habilitar a função a partir da área de configurações do aplicativo do banco.
Para pagar, o cliente abre o aplicativo, seleciona a opção de Pix por Aproximação e faz a autenticação. Depois, é só aproximar o celular da maquininha. Em pagamentos com valor de até R$ 200, não é necessário digitar a senha de transação.
Parte desse movimento, na semana passada, o BB e o Sicoob já anunciaram a união das redes de aceitação para oferecer o Pix por aproximação. Com isso, clientes do banco e da cooperativa de crédito poderão pagar através das maquininhas Cielo ou Sipag.
Mais novidades nos próximos meses
Pelo calendário mais recente do Banco Central, está programado para 16 de junho o lançamento do Pix Automático, que possibilitará pagamentos recorrentes.
Dentro dessa agenda, o BC prevê também produtos como Pix Internacional, que segue em discussões embrionárias, e o Pix Garantido. Nos planos das instituição também estão previstos novos recursos como a possibilidade do QR Code gerado pelo pagador.
Em recente visita a Cidade do México, onde participou do BIS Chapultepec Conference, Gabriel Galípolo, presidente do BC, ressaltou que a criação de uma massa crítica de usuários, por meio de regulação, foi crucial para o sucesso do Pix.
Segundo a autoridade monetária brasileira, o Pix tem potencial de integrar sistemas de pagamentos internacionais, o que depende de regras comuns mínimas entre as plataformas. Em sua apresentação, Galípolo ainda defendeu que a tecnologia é um caminho para garantir não apenas eficiência e modernização nos meios de pagamentos, mas também uma forma de fomentar a inclusão financeira no País.
PIX brasileiro serve de inspiração internacional
No âmbito internacional, a tecnologia brasileira segue ganhando adeptos. Na Colômbia, que se prepara para lançar no segundo semestre o Bre-B, seu sistema de pagamentos instantâneos que tem o Pix entre as inspirações, contará com a infraestrutura da fintech brasileira Dock. A empresa brasileira atuará em conjunto com a Credibanco, que atua em meios de pagamento.
O sistema colombiano começa a operar em setembro deste ano, e funcionará de modo similar ao Pix: os clientes cadastrarão chaves de transação junto às instituições financeiras, e depois disso, poderão fazer transferências e pagamentos de modo instantâneo, todos os dias, 24h por dia.
Diferente do Pix, porém, o sistema será operado por agentes privados. Um dos cinco agentes será a parceria entre o Credibanco e a Dock. O gerenciamento central será do Banco da República, que é o banco central colombiano.
"Nossa proposta é a única que nasce 100% na nuvem, projetada especificamente para o Bre-B, o que garante fácil implementação, adoção rápida e inovação em diferentes casos de uso", afirma o presidente do Credibanco, Ricardo Zambrano. Para garantir a segurança das transações, as empresas firmaram um acordo com a Feedzai, especializada na prevenção de fraudes através de inteligência artificial.

