Para o brasileiro, vida sob controle começa com as contas em dia, aponta pesquisa
Publicado por: Broadcast Exclusivo
5 minutos
Atualizado em
28/08/2026 às 13:42
Por Patrícia Queiroz, da Broadcast
São Paulo, 28/08/2026 - Contas pagas, vida sob controle. Para 56% dos brasileiros, manter as finanças organizadas é o maior sinal de que aquela pessoa está no controle da própria vida, segundo aponta a pesquisa "Status Quo do Me Mimei", da Casa Mundo Latam, consultoria latino-americana especializada em inteligência de mercado, comportamento e tendências de consumo.
O porcentual, mostrou o levantamento, supera o de importância que os entrevistados dão aos cuidados com o corpo e a saúde física (46%), além da saúde mental (36%). Ao mesmo tempo, 74% concordam que ter mais dinheiro significa poder evitar mais problemas no dia a dia.
"Talvez o novo luxo não seja simplesmente poder se mimar, mas conseguir sustentar os mimos sem viver com medo de perder esse padrão. O brasileiro incorporou conforto, conveniência e pequenos upgrades à ideia de bem-estar, mas essa melhora também cria uma nova pressão, é preciso continuar produzindo renda para manter essa redoma", explica Adriana Hack, fundadora e diretora executiva da Casa Mundo Latam.
Para a especialista, é justamente por essa dinâmica que estar em dia com as contas pode aparecer até acima da própria saúde como símbolo de uma vida sob controle. "Isso é o que garante a continuidade desse estilo de vida e se torna uma das provas mais concretas de que a vida está organizada", afirma.
Mais tempo é um privilégio
De acordo com a pesquisa, 77% das pessoas consideram que ter uma rotina segura, previsível e com tempo para si se tornou um privilégio. No mesmo sentido, 71% gostariam muito de ter mais espaço na agenda e energia para cuidar da própria rotina.
E se tivessem mais dinheiro disponível, em quais áreas as pessoas investiriam para ter mais bem-estar no dia a dia? Lazer, viagens ou experiências 'sem perrengue' aparecem no topo da lista, com 51%, seguido pelo desejo de uma alimentação mais saudável, com 40%.
"Talvez os dados revelem justamente um descompasso entre desejo e comportamento: queremos cada vez mais ter a vida financeira organizada porque construímos uma rotina de conforto, pequenos mimos e upgrades que custam caro sustentar", diz Adriana Hack.
Para ela, é justamente essa 'redoma' que traz bem-estar, mas também aumenta a sensação de dependência do trabalho e da renda. "Quanto mais difícil parece abrir mão desse padrão, maior a insegurança sobre o que acontece se o dinheiro faltar", completa.

