Painel Macro
Cenário econômico e projeções do Banco do Brasil
Publicado por: Análise BB
5 minutos
Atualizado em
14/09/2026 às 13:54
O Painel Macro reúne, de forma sintética, as principais avaliações e projeções da equipe de Assessoramento Econômico do Banco do Brasil para a economia brasileira e internacional. O material apresenta a visão dos economistas do BB sobre atividade econômica, inflação, política monetária e crédito, além das perspectivas para indicadores relevantes que influenciam os mercados e as decisões de investimento.
Mundo: taxa de juros Fed e BCE
Julho marcou a segunda reunião de Warsh à frente do Fed com manutenção dos juros em 3,75%, mas com divergências entre os membros votantes do Comitê a respeito desse nível. Embora com membros vendo a possibilidade de juros mais altos, ainda mantivemos nossa projeção de juros para os EUA, que contempla manutenção do atual patamar até o fim de 2027. Para área do euro, o BCE optou por manter os juros estáveis, mas ainda entendemos que há espaço para mais uma alta de 25 pontos-base em setembro, levando a taxa à 2,50% ao fim deste ano.
Brasil: atividade econômica
A atividade econômica brasileira apresentou sinais mais claros de acomodação ao longo do segundo trimestre. Os dados de indústria, serviços e comércio indicaram menor dinamismo nas passagens mensais, apesar de avanços pontuais em alguns segmentos. As medidas agregadas também confirmaram a continuidade da expansão, mas em ritmo inferior ao observado no início do ano. Para junho, os indicadores antecedentes disponíveis reforçam a perspectiva de moderação da economia.
Inflação
O cenário segue exigindo cautela, embora os indicadores recentes apontem uma trajetória mais favorável no curto prazo. A desaceleração dos preços de alimentos e combustíveis, aliada à moderação das medidas de núcleo e à redução das expectativas para 2026, contribui para um ambiente mais benigno. Ainda assim, persistem riscos associados ao conflito no Oriente Médio e aos possíveis impactos do fenômeno El Niño, além da resiliência da inflação de serviços em um mercado de trabalho ainda aquecido.
Política monetária
A última reunião do Copom levou a Selic para o patamar de 14,00% ao ano, marcando a quarta reunião seguida de queda dos juros. No comunicado, o Copom destacou o mercado de trabalho aquecido, mas com a atividade seguindo trajetória de desaceleração. Destaque também para a assimetria altista do balanço de riscos incluída de maneira explícita. Ademais, o Copom evitou sinalizações sobre os próximos passos da política monetária.
Crédito
Para 2026, projetamos um crescimento de 8,6% na carteira total de crédito do SFN, refletindo uma trajetória de desaceleração em relação aos anos anteriores. Essa estimativa incorpora um cenário de flexibilização monetária mais gradual, o que deve limitar o crescimento das linhas de crédito com recursos livres para famílias e empresas.
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