EUA confirmam tarifaço de 25% contra Brasil, mas ampliam isenções: veja detalhes
Publicado por: Broadcast Exclusivo
5 minutos
Atualizado em
16/07/2026 às 12:00
Por Gustavo Boldrini, da Broadcast
São Paulo, 16/07/2026 - O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) divulgou ontem o resultado das investigações contra o Brasil por supostas práticas comerciais desleais, confirmando a aplicação de uma tarifa de 25% para produtos brasileiros importados aos EUA. A cobrança entrará em vigor na próxima quarta-feira, 22.
A novidade, conforme antecipado por fontes ouvidas pela Broadcast , está na lista de exceções: o número de produtos que ficarão isentos das sobretaxas aumentou, diante do receio do efeito negativo que as tarifas sobre eles poderia causar na economia americana.
Confira, a seguir, o resultado final da investigação do USTR, quais produtos ficarão isentos das tarifas e quais setores devem ser os mais afetados:
Por que os EUA estão tarifando o Brasil?
As tarifas de 25% para produtos brasileiros decorrem de uma investigação do USTR sobre práticas comerciais do Brasil que, supostamente, causariam prejuízos à economia americana e ao comércio bilateral entre os dois países.
O governo brasileiro, por sua vez, tem considerado o tarifaço como um ataque de teor político por parte dos EUA. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nessa semana que as tarifas são "injustas" e garantiu que o Brasil "vai se proteger e se fazer ser respeitado".
Quem ficou de fora do tarifaço?
O USTR justificou que o aumento de produtos brasileiros que ficarão isentos de tarifas ocorre por serem matérias-primas que poderiam levar à indisponibilidade de oferta doméstica e causar "perturbações" na economia americana, caso fossem sujeitas à sobretaxa.
Além de carne bovina, café, laranja e suco de laranja, que já constavam da lista de exceções divulgada pelo USTR quando a investigação foi aberta, em junho, foram incluídos itens como:
- Mel orgânico;
- Café solúvel;
- Hidróxido de alumínio;
- Sucata de ferro e de aço;
- Produtos do mar;
- Couros;
- Alguns produtos de madeira;
- Alguns medicamentos e insumos farmacêuticos.
Qual vai ser o impacto do tarifaço?
A equipe econômica do governo brasileiro avalia que o impacto macroeconômico da nova rodada de tarifas dos EUA para produtos brasileiros é irrelevante do ponto de vista macroeconômico, segundo apurou a Broadcast .
Também não está definido se haverá novas medidas de mitigação aos efeitos do novo tarifaço, uma vez que as empresas brasileiras já teriam se adaptado depois da primeira onda de tarifas. Inclusive, diante das sobretaxas, os EUA teriam perdido relevância na corrente de comércio das companhias locais.
Apesar da falta de certeza sobre eventuais medidas de mitigação do tarifaço, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta semana que "o governo brasileiro não vai deixar os agricultores, os empresários, as famílias brasileiras na mão", ressaltando que a equipe econômica avaliará quais serão os setores mais afetados, em linha com o que foi feito durante a primeira onda de tarifas.
(Colaboraram Isabella Pugliese Vellani e Mateus Maia)

