Abertura | Conexão Mercado
Call de abertura dos mercados produzido pela equipe de economistas do BB
Publicado por: Análise BB
5 minutos
Atualizado em
28/09/2026 às 08:53
Antes da abertura dos mercados, acompanhe os principais eventos e indicadores que podem influenciar os investimentos no Brasil e no mundo. Elaborado pela equipe de Assessoramento Econômico do Banco do Brasil, este conteúdo traz uma análise dos cenários interno e externo, além das expectativas para dólar, juros, bolsa e commodities, ajudando você a entender os movimentos que podem marcar o dia nos mercados.
Mercado Externo
Petróleo avança com impasse sobre Ormuz, enquanto EUA e China ampliam entendimentos comerciais
Expectativas para o dia
No exterior, no campo geopolítico, o Estreito de Ormuz e as negociações entre Estados Unidos e Irã permanecem como os principais vetores da sessão. A rejeição americana à proposta mais recente e a manutenção das condições iranianas sustentam o prêmio geopolítico do petróleo, com reflexos sobre as expectativas de inflação, as taxas dos treasuries e os ativos de risco.
Na agenda americana, o índice de atividade manufatureira do Fed de Dallas será divulgado às 11h30, com consenso de 7,8 pontos, ante 11,6 na leitura anterior.
Quanto às falas dos dirigentes do Fed, teremos Michelle Bowman (votante/dovish) às 9h15, Lisa Cook (votante/hawkish) às 14h25 e Thomas Barkin (não votante/hawkish) às 14h30.
Na Europa, o programa britânico de apoio a compradores de primeira viagem tende a continuar favorecendo as construtoras residenciais. Possíveis efeitos sobre a demanda por imóveis e o crédito seguirão no radar, enquanto são aguardados os detalhes fiscais e critérios de renda e preço das propriedades.
Os mercados acompanham possíveis manifestações adicionais sobre o acordo comercial entre Estados Unidos e China. A redução tarifária prevista para aproximadamente US$ 60 bilhões em produtos representa um avanço nas negociações, mas a ausência de cronograma para sua entrada em vigor limita os efeitos imediatos sobre o comércio e as cadeias produtivas.
Diante do exposto, a alta do petróleo e dos rendimentos dos treasuries, combinada à indefinição sobre Ormuz, tende a manter os mercados globais em postura cautelosa. O avanço comercial entre Estados Unidos e China oferece contraponto positivo, mas ainda sem implementação imediata.
Cenário esperado
- Dólar contra principais moedas: Alta
- Dólar contra emergentes: Alta
- Bolsas: Queda
- Taxa dos treasuries: Alta
- Commodities: Queda (exceto petróleo)
Mercado Interno
Cenário global e questões domésticas estão no foco
Expectativas para o dia
No cenário doméstico, o destaque será a divulgação do Boletim Focus, às 8h25, com as atualizações das expectativas de mercado para inflação, crescimento do PIB, taxa de câmbio e juros. Na sequência, às 8h30, serão publicados os dados do setor externo de agosto, incluindo transações correntes e investimento estrangeiro direto, indicadores relevantes para avaliar o fluxo de capitais, a dinâmica das contas externas e a sustentabilidade do balanço de pagamentos.
No período da tarde, os agentes também acompanharão a divulgação da balança comercial semanal, às 15h, e a coletiva do Tesouro Nacional, no mesmo horário, para apresentação do Relatório Mensal da Dívida Pública de agosto.
Assim, em meio ao contexto global, esperamos que o dólar se valorize frente ao real, que a curva de juros opere com viés mais comedido nos vértices curtos e que os médios e longos subam, acompanhando a alta do petróleo, do dólar e das taxas dos treasuries e o Ibovespa opere com viés negativo.
Cenário esperado
- Dólar: Alta
- Juros: Alta
- Ibovespa: Queda
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