9 em cada 10 brasileiros que já investiram em cripto são das classes CDE, mostra pesquisa
Publicado por: Broadcast Exclusivo
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Atualizado em
19/08/2026 às 09:24
São Paulo, 19/08/2026 - Quase 90% dos brasileiros que já investiram algum dinheiro em criptoativos ganham até 5 salários mínimos, ou seja, fazem parte das classes C, D e E. É o que aponta a segunda edição da Pesquisa Nacional de Criptomoedas, realizada pela Paradigma Education em parceria com o Datafolha e patrocínio da Coinbase, ABCripto e Hashdex.
A pesquisa, que ouviu 2.004 entrevistados em 137 municípios do Brasil, revela que 89,4% daqueles que já investiram em ativos digitais têm rendimentos mensais de até 5 salários mínimos, o que equivale a cerca de R$ 8.105. O grupo no qual as criptomoedas são mais populares é o de 2 a 3 salários mínimos, com 31,9% dos investidores brasileiros.
Ao todo, os dados mostram que 17,2% dos brasileiros já investiram em criptomoedas, o equivalente a 29 milhões de pessoas, e que esse tipo de ativo é conhecido por 66,4% da população - alta de 10% em relação à pesquisa de 2025.
"O aumento da sensibilização para as criptomoedas e a expansão da adoção mostram que o mercado brasileiro está amadurecendo. Existe um enorme potencial para mais crescimento e adoção no Brasil", comenta Fabio Plein, diretor regional da Coinbase para as Américas.
Entre aqueles que conhecem o tema, mas nunca investiram, a principal barreira continua sendo a complexidade do uso da tecnologia (77%) e a falta de informação (42%), mostra o levantamento.
Na avaliação do CIO da Hahsdex, Samir Kerbage, o potencial de crescimento do mercado cripto no Brasil tende a crescer conforme "educação, infraestrutura e integração com o sistema financeiro evoluem".
Sob uma ótica regional, o maior crescimento de uso das criptomoedas se deu na região Centro-Oeste, impulsionado principalmente pelo agronegócio.
Segundo a Paradigma Education, o dado aponta que os ativos digitais deixam de ser vistos "apenas como instrumentos de investimento ou especulação e passam a ser cada vez mais associadas à sua utilidade na economia real", para fins como a compra de moeda estrangeira via stablecoins, por exemplo.
Como as pessoas começam a investir?
O levantamento mostra que a integração entre o sistema financeiro tradicional e o ecossistema cripto tem impulsionado a adoção dos ativos digitais pela população. A principal porta de entrada para as criptomoedas foi o aplicativo do banco para 83% daqueles que investem, seguido de parteira própria (26%) e exchanges (20%).
Com isso, a Paradigma Education calcula que 4,2 vezes mais brasileiros já tiveram criptoativos no seu banco do que numa exchange especializada.

