Taesa (TAEE11) 1T26: crescimento e controle de custos se mantém; positivo.
BB analisa resultados do 1o TRI 26 da Taesa.
Publicado por: Análise BB
3 minutos

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Publicado por: Análise BB
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Atualizado em
07/05/2026 às 17:56
A Taesa divulgou ontem (6/5), após o fechamento do mercado, seu resultado referente ao 1T26, mantendo a evolução da receita com a expansão em andamento, sem pressão de custos, permitindo ainda algum ganho de margem EBITDA. Foram anunciados proventos em forma de JCP de R$ 0,56 por unit, referentes ao lucro do 1T26.

A receita líquida regulatória consolidada veio em R$ 655 milhões no 1T26 (+9,6% a/a), favorecida pela entrada em operação de Pitiguari, de reforços de São Pedro, TSN e ATE III além de entradas parciais de Tangará e Saíra e pelo reajuste da RAP (receita anual permitida) de parte de suas concessões pelo IPCA (em +5,3%) e parte pelo IGP-M (em +7,0%) a partir de julho de 2025. Houve ainda redução de descontos de parcela variável na comparação anual.
Os custos e despesas operacionais ex-depreciação e amortização avançaram em ritmo mais módico que o avanço da receita, somando R$ 93,4 milhões no 1T26 (+5,8% a/a), com a queda das despesas com serviços de terceiros (-1,2% a/a) amenizando o impacto de maiores custos com pessoal (+8,3% a/a) impactado pelo pagamento da PLR de 2025 e reajuste salarial anual.
O EBITDA regulatório consolidado foi favorecido pela dinâmica favorável de receita e custos e apresentou alta de 10,3% a/a no 1T26, em ritmo ligeiramente superior à receita, permitindo ganho de margem EBITDA (+0,5 p.p. a/a) que veio em 85,8% no trimestre.

O resultado de equivalência patrimonial por outro lado prejudicou a comparação anual, contribuindo com R$ 90,4 milhões no 1T26, montante 8,2% inferior ao reportado um ano antes em função da redução de benefícios fiscais em processo de renovação e maior endividamento de participadas.
O resultado financeiro líquido consolidado veio negativo em R$ 308 milhões no 1T26, montante 10,3% inferior ao reportado no 1T25, beneficiado mais uma vez pelo impacto de menor IPCA (principal indexador de dívida) sobre a dívida e maior posição de caixa aplicada em CDI, que esteve em patamar superior ao 1T25.
A comparação anual da última linha do resultado foi ainda prejudicada pela base comparativa que contou com crédito tributário referente a ágio, algo que não houve agora no 1T26. O lucro líquido veio em R$ 192 milhões no 1T26 (+2,3% a/a), praticamente em linha com o reportado um ano antes, com a maior tributação sobre o lucro anulando parcialmente o bom desempenho operacional.

Este é um relatório público e foi produzido pelo BB-Banco de Investimento S.A. (“BB-BI”). As informações e opiniões aqui contidas foram consolidadas ou elaboradas com base em informações obtidas de fontes fidedignas e de boa-fé, tendo sido tomadas medidas razoáveis para assegurar sua exatidão no momento de publicação. Contudo, o BB-BI não garante que tais dados sejam totalmente isentos de distorções e não se compromete com a veracidade dessas informações. Todas as opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e derivam do julgamento de nossos analistas de valores mobiliários (“analistas’), podendo ser alteradas a qualquer momento sem aviso prévio. O BB-BI não garante o lucro e não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas nesse material, que tem por finalidade apenas informar e servir como instrumento que auxilie a tomada de decisão de investimento, não devendo ser interpretado como material promocional, recomendação, oferta ou solicitação de oferta para comprar ou vender quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Investimentos nos mercados financeiros e de capitais estão sujeitos a riscos de perda superior ao capital investido. A rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Nos termos do art. 22 da Resolução CVM 20/2021, o BB-BI, em conjunto com o Conglomerado Banco do Brasil S.A. (“Grupo”), declaram que (i) podem ser remunerados por serviços prestados ou possuir relações comerciais com a(s) empresa(s) analisada(s) neste relatório ou com pessoa natural ou jurídica, fundo ou universalidade de direitos, que atue representando o mesmo interesse dessa(s) empresa(s); (ii) podem possuir participação acionária direta ou indireta, igual ou superior a 1% do capital social da(s) empresa(s) analisada(s), e poderão adquirir, alienar ou intermediar valores mobiliários da(s) empresa(s) no mercado.
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