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plantação de trigo

Mercado

SLC Agrícola (SLCE3) Resultado 1T24: fraco, mas algodão “salvou a lavoura”

Resultado do 1T24 reflete condições adversas do El Niño na lavoura

Publicado por: Análise BB

conteúdo de tipo Leitura5 minutos

09/05/2024 às 16:19

Atualizado em

10/05/2024 às 14:10


Consideramos os resultados do 1T24 da SLC Agrícola como fracos, prejudicado pelo fenômeno do El Niño na safra 2023/24, especialmente na cultura da soja, em que houve queda da área plantada, de produtividade e no preço da commodity. O destaque positivo ficou por conta da cultura do algodão, com elevação da quantidade faturada (+52% a/a) e no preço unitário (+15% a/a), após a ocorrência de atrasos nos embarques dos trimestres anteriores.

A companhia pontuou que o 1T24 é marcado pelo encerramento da semeadura das culturas de 2ª safra do milho e algodão, e pelo encerramento da colheita da soja. No que diz respeito à cultura da soja, a SLC informou que a produtividade da safra 2023/24 foi 17% inferior ao orçado e 1,1% superior à média nacional. Já em relação às safras de milho e algodão, a companhia destacou não haver nenhuma mudança nas expectativas de produtividade orçada até o momento.

Desempenho das Ações e Perspectivas

As ações SLCE3 acumulam alta de 3,7% desde o início deste ano até ontem (8), com os investidores precificando que o cenário mais adverso está ficando para trás e que a companhia pode vir a capturar upside a depender da evolução do fenômeno La Niña, cujo início está previsto para meados deste ano.

Nossa visão para a SLC Agrícola segue positiva, diante da expectativa de recuperação da produtividade na safra 2024/25 e da redução do custo por hectare. Diante disso, mantemos nossa recomendação de Compra e preço-alvo para o final de 2024 em R$ 25,00.

Gráfico Base 100

Destaques 1T24

Desempenho econômico-financeiro

Algodão. A receita líquida atingiu R$ 744 milhões, alta de 73% a/a, beneficiada pela elevação da quantidade faturada (+52% a/a) e do preço (+15,4% a/a). Já o resultado bruto cresceu 106%, favorecido pela produtividade recorde atingida na safra 2022/23.

Soja. A receita líquida veio em R$ 930 milhões, queda de 38% a/a em função da redução da quantidade faturada (-16%) combinada à queda dos preços (-25% a/a). Além disso, o resultado bruto caiu 59% devido à menor produtividade observada na safra 2023/24.

Milho. A receita líquida também sofreu um decréscimo expressivo (-68% a/a), diante da combinação negativa de queda da quantidade faturada (-51% a/a) e dos preços (-38% a/a). Ao contrário da soja, o resultado bruto do milho caiu menos do que a receita devido à parcial compensação advinda da melhor produtividade obtida na safra 2022/23.

Rebanho Bovino. A receita teve alta de 92% a/a como reflexo do aumento da quantidade faturada (+90% a/a). Contudo, o resultado bruto segue negativo, devido à queda no preço unitário faturado.

Consolidado. A receita líquida totalizou R$ 1,9 bilhão, queda de 12% a/a, refletindo, principalmente a piora da cultura da soja, que representou cerca de 47% da receita consolidada do período.

O desempenho negativo advindo dessa cultura também prejudicou o lucro bruto, impactado pela variação do valor justo dos ativos biológicos devido à expectativa de margens menores e redução de área plantada na safra 2023/24.

Já a margem EBITDA Ajustada atingiu 33%, queda de 8,6 p.p. a/a, refletindo a piora da produtividade e elevação dos custos em 6,6% a/a. Na última linha, a companhia reportou lucro líquido de R$ 229 milhões, queda de 60% a/a, impactado ainda pela piora do resultado financeiro líquido.

Em relação à alavancagem financeira, o endividamento bruto foi R$ 5,0 bilhões, enquanto a dívida líquida foi de R$ 3,2 bilhões, equivalente a 1,31x o EBITDA Ajustado nos últimos 12 meses, ante 1,06x no 1T23.

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