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Mercado

Setorial Siderurgia e Mineração | Outubro 2023

Em setembro, novos estímulos e aumento das importações de minério de ferro na China, além da recuperação parcial do preço da commodity, refletiram no desempenho das mineradoras, que ficaram em campo positivo.

Publicado por: Análise BB

conteúdo de tipo Leitura4 minutos

Atualizado em

24/05/2024 às 17:00


Mineração

Apesar da produção e do consumo de aço terem desacelerado, os estoques de minério de ferro estão em níveis baixos, o PMI acelerou e as importações na China atingiram o melhor mês desde outubro de 2020.

O PMI Industrial da China avançou 0,5 ponto em setembro, quinto mês seguido, para 50,2 pontos, voltando para o patamar de expansão da atividade (acima de 50 pts).

Após queda marginal no mês passado, a produção de aço recuou 4,8% m/m em agosto¹, enquanto o consumo aparente recua 6,4% m/m. Na comparação anual, a produção e o consumo recuaram 3% a/a e 0,2% a/a.

Apesar disso, ainda em agosto, as importações de minério de ferro cresceram 13,8% na comparação mensal. Já os estoques de minério de ferro atingiram 101 Mt em setembro (-5,4% m/m e -18% a/a), menor patamar desde setembro de 2021 e se afastando da média de 3 anos e do patamar pré-pandemia.

A China divulgou novos estímulos para o setor imobiliário na tentativa de impulsionar a economia em meio a dados mais fracos de atividade, fato que sustentou parcialmente os preços do minério de ferro em setembro.

Após alta de aproximadamente 5% no mês passado, os preços de Minério de Ferro se comportaram de forma distinta em setembro. Os preços praticados da Austrália para China crescendo 1,7%, enquanto os preços praticados do Brasil para a China recuam 1,5% em setembro.

Segundo a SECEX, em setembro, o volume brasileiro de exportações de minério de ferro recuaram -4,5% em relação ao mês de agosto e -1,1% na comparação anual, para 35,7 Mt,. A receita totalizou USD 2,72 bilhões no mês (-4% m/m), o equivalente a USD 76,2 por tonelada (+0,52% m/m).

As ações da Vale e da CSN Mineração seguiram a tendência de leve recuperação de preços do minério de ferro no último mês, refletindo os estímulos anunciados pelo governo chinês ao longo do mês.

Siderurgia

Com demanda desaquecida na China, preços de aço atingem menor nível desde o final de 2022 quando o caso Evergrande contaminou o mercado global.

O preço de aço laminado nos EUA recuou -4,5% em agosto na comparação com o mês anterior, quinto mês de queda e menor patamar desde novembro de 2022, quando o caso Evergrande contaminou todo o mercado imobiliário chinês. Já o preço da Sucata recuou em maior intensidade em relação ao mês passado para USD 390/ton (-12,4% m/m), menor patamar desde novembro do ano passado.

Na China, o preço do laminado segue movimento de queda em setembro (-2% m/m) e atinge o menor patamar desde outubro de 2022, refletindo o arrefecimento da demanda em meio à crise no setor imobiliário no país.

No Brasil, o Índice de Preços ao Produtor da Metalurgia de agosto1 recuou 2,7% m/m, o maior recuo mensal do ano.

Após atingir maior patamar em agosto, a confiança do empresário da indústria do aço apresentou queda em setembro para 37,7 pts, reflexo, principalmente, da queda da confiança do empresário do setor em relação à expectativa sobre a empresa (-14,8 pts m/m).

Os dados mais recentes da indústria de aço no Brasil mostraram estabilidade da produção e incremento no volume de exportações em relação ao mês de julho.

Os dados de agosto da indústria siderúrgica no Brasil mostraram avanço de 0,3% na produção de aço bruto, para 2,72 Mt, equilibrado entre avanço de 16,4% dos semiacabados m/m, enquanto os laminados recuam 2% m/m.

As vendas no mercado interno apresentaram avançam 7,2% m/m, refletindo a melhora na comercialização de laminados (+7,1% m/m) e de semiacabados (+8,3% m/m).

Após forte recuo no mês passado, as exportações cresceram 14,7% m/m, com laminados avançando 2,9% e semiacabados variando +18,9%. Entretanto, as importações avançaram em menor intensidade (+3% m/m), refletindo o avanço de 8,7% m/m dos laminados enquanto os semiacabados recuam 18% m/m. Por fim, o consumo aparente no Brasil variou +7,5% em relação a julho para 2,1 Mt, terceiro mês seguido de alta do indicador.

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