Pular para o conteúdo principal da pagina
água saindo de cano saneamento

Mercado

Sabesp (SBSP3) 1T24: PCLD avança mas receita ainda supera custos

BB analisa resultados do 1o TRI 24: A Sabesp trouxe novamente números trimestrais bons porém com avanço na PCLD e em despesas não recorrentes, mas receita continua crescendo acima dos custos.

Publicado por: Análise BB

conteúdo de tipo Leitura3 minutos

Atualizado em

10/05/2024 às 13:38


A Sabesp divulgou seu resultado referente ao 1T24 ontem (9/5) após o fechamento do mercado, mostrando continuidade do bom momento que passa o setor e a companhia desde que assumiu a nova diretoria executiva no início de 2023. A receita manteve crescimento de dois dígitos que mesmo acompanhada de alta nos custos permitiu forte expansão da geração de caixa.

A receita líquida, excluindo a receita de construção, somou R$ 5,2 bilhões no 1T24 (+14,7% a/a), com crescimento de volume faturado total de 5,3% no 1T24 e efeito do reajuste tarifário de maio de 2023 (+9,6%).

Os custos e despesas operacionais excluindo depreciação e custos de construção somaram R$ 2,8 bilhões no 1T24, alta de 11,5% na comparação anual, interrompendo a tendência de queda iniciada no 2T23, quando houve o custo de R$ 531 milhões com o PDV. Porém, os custos continuaram crescendo em ritmo inferior à receita, ainda que tenham sido pontualmente impactados em R$ 162 milhões neste trimestre por compensação financeira para migração de planos de saúde, conforme negociação com a associação de aposentados, e pelo aumento de R$ 69 milhões em despesas com processos judiciais na comparação anual. Os custos com pessoal e com materiais de tratamento seguem beneficiados pela redução de pessoal após o último PDV realizado, pela melhor qualidade da água captada e pela redução de preços de produtos químicos para tratamento de água. Por outro lado, o custo com serviços de terceiros aumentou em 9,3% na comparação anual, principalmente com manutenção de redes. As despesas com PCLD cresceram ligeiramente acima do crescimento da receita (+17% a/a), sendo o ponto de atenção por não terem sido pontualmente afetadas por eventos não recorrentes.

Assim, o EBITDA somou R$ 2,4 bilhões no 1T24, alta de 18,6% na comparação anual, correspondendo à margem EBITDA de 46,6% (sobre a receita ex-construção), ganhando 153 bps de margem na comparação anual.

O resultado financeiro prejudicou o resultado do trimestre na comparação anual, com crescimento tanto das despesas financeiras principalmente por maiores juros das PPPs quanto de variações monetárias e cambiais devido à valorização do dólar. O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 338,2 milhões no 1T24, 30,3% superior ao reportado um ano antes.

O endividamento líquido ficou estável na comparação anual, encerrando o 1T24 em R$ 15,8 bilhões, mas com aumento do endividamento bruto com novas captações e maior posição de caixa. Já a alavancagem medida pela relação dívida líquida e EBITDA dos últimos 12 meses foi favorecida pelo crescimento do lucro operacional e apresentou redução de 2,1x no 1T23 para 1,7x ao final do 1T24.

O lucro líquido do 1T24 veio em R$ 823 milhões, alta de 10,2% na comparação anual, com maiores despesas financeiras e maior alíquota de imposto de renda efetiva compensando parcialmente o crescimento mais forte do lucro operacional.

O resultado do 1T24 continua demonstrando avanço no desempenho operacional da companhia, favorecidos pelo bom momento do setor e pelo bom trabalho da nova gestão, mas já contemplados em nosso preço alvo. Mantemos nossa recomendação Neutra.

Disclaimer

Este é um relatório público e foi produzido pelo BB-Banco de Investimento S.A. (“BB-BI”). As informações e opiniões aqui contidas foram consolidadas ou elaboradas com base em informações obtidas de fontes fidedignas e de boa-fé, tendo sido tomadas medidas razoáveis para assegurar sua exatidão no momento de publicação. Contudo, o BB-BI não garante que tais dados sejam totalmente isentos de distorções e não se compromete com a veracidade dessas informações. Todas as opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e derivam do julgamento de nossos analistas de valores mobiliários (“analistas’), podendo ser alteradas a qualquer momento sem aviso prévio. O BB-BI não garante o lucro e não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas nesse material, que tem por finalidade apenas informar e servir como instrumento que auxilie a tomada de decisão de investimento, não devendo ser  interpretado como material promocional, recomendação, oferta ou solicitação de oferta para comprar ou vender quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Investimentos nos mercados financeiros e de capitais estão sujeitos a riscos de perda superior ao capital investido. A rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Nos termos do art. 22 da Resolução CVM 20/2021, o BB-BI, em conjunto com o Conglomerado Banco do Brasil S.A. (“Grupo”), declaram que (i) podem ser remunerados por serviços prestados ou possuir relações comerciais com a(s) empresa(s) analisada(s) neste relatório ou com pessoa natural ou jurídica, fundo ou universalidade de direitos, que atue representando o mesmo interesse dessa(s) empresa(s); (ii) podem possuir participação acionária direta ou indireta, igual ou superior a 1% do capital social da(s) empresa(s) analisada(s), e poderão adquirir, alienar ou intermediar valores mobiliários da(s) empresa(s) no mercado. 

Quer dar uma nota para este conteúdo?

Utilizamos cookies para oferecer uma melhor experiência e personalizar os conteúdos de acordo com a nossa

Política de Privacidade.