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Mercado

Renda fixa e crédito privado: relatório quinzenal (29/04/24)

O BB-BI analisa os principais indicadores que impactam as decisões de investimento em renda fixa e crédito privado.

Publicado por: Análise BB

conteúdo de tipo Leitura6 minutos

Atualizado em

03/05/2024 às 10:01


Panorama econômico

Nos Estados Unidos, o cenário econômico continua sendo influenciado por dados de atividade resilientes e sinalizações mais _hawkish_ do Fed. Números fortes de vendas no varejo em março e a inflação PCE trimestral (gastos com o consumo) acima das expectativas trouxeram mais volatilidade nos yields dos treasuries, com aumento da aversão ao risco e os swaps de juros americanos projetando menor probabilidade de cortes este ano.

No Brasil, incertezas externas e mudanças na política fiscal doméstica indicam um ritmo mais lento de cortes de juros em relação ao foward guidance antes previsto. O mercado ajustou a estimativa da taxa Selic em 2024 de 9,0% para 9,5% e a revisão da meta fiscal para 2025, com a alteração para um déficit primário zero em vez do superávit esperado, desencadeou fortes reações nos ativos locais. Isso contribuiu para um aumento nos juros futuros e para a valorização do dólar em relação ao real. O IPCA-15 de abril, com resultado abaixo do esperado e desaceleração de serviços, no entanto, contribuiu para conter a pressão.

tabela de atualização do boletim focus em 2024, 2025 e 2026

Curva de juros

Na análise quinzenal, acompanhando correlação com os treasuries, os juros futuros nominais brasileiros apresentaram forte oscilação ao longo de sua extensão e aumento significativo dos prêmios de risco, em cerca de 20 bps, sobretudo nos prazos próximos a 5 anos.

No curto prazo, os vértices de menor duration foram reprecificados em movimento de alta, considerando maior possibilidade de redução do ritmo de cortes da taxa Selic em 25 bps na próxima reunião do Copom, em maio.

Esse movimento refletiu  (i) discursos mais conservadores de membros do comitê face a dúvidas em relação à condução da política monetária americana, (ii) aumento da percepção de riscos fiscais e (iii) expectativas de inflação ainda não ancoradas para 2025.

As partes média e de longo prazo da curva, mais sensível às condições econômicas externas e alterações de perspectivas no campo fiscal, também apresentaram abertura impulsionada adicionalmente pela pressão dos yields americanos.

"Entenda o funcionamento da curva de juros: curva de juros é vista como termômetro de apetite por risco do mercado"

gráfico evolutivo da curva de di futuro

Índices de Debêntures da Anbima - IDA

Os ativos indexados ao CDI mantiveram destaque nas últimas semanas do mês. O IDA-DI entregou o maior retorno acumulado no período, refletindo o forte movimento de abertura da curva nominal de juros.

tabela de comparação do desempenho nos últimos 15 dias
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