Pular para o conteúdo principal da pagina
figura de porco cofre recebendo moeda

Mercado

Renda fixa e crédito privado: relatório quinzenal (13/05/24)

O BB-BI analisa os principais indicadores que impactam as decisões de investimento em renda fixa e crédito privado.

Publicado por: Análise BB

conteúdo de tipo Leitura8 minutos

Atualizado em

13/05/2024 às 11:54


Panorama econômico

O mês de abril foi marcado pelo aumento do nível de risco no ambiente global e doméstico. Tensões geopolíticas no Oriente Médio exerceram pressão sobre o preço do petróleo ao mesmo tempo em que dados mais fortes do que o esperado para o CPI (inflação ao consumidor) nos EUA se refletiram na reprecificação da curva de juros norte-americana, com os agentes do mercado projetando menor probabilidade de cortes de juros pelo Fed ainda este ano. No Brasil, mudanças na política fiscal intensificaram o cenário de incertezas em meio à desancoragem das expectativas de inflação.

Na semana passada, o Copom decidiu reduzir a taxa Selic em 0,25 p.p., para 10,50% a.a. Apesar de grande parte do mercado já esperar esta redução em menor magnitude do que os cortes anteriores (que haviam sido de 0,5 p.p. em todas as reuniões desde o início da flexibilização monetária, em agosto de 2023), a decisão não unânime dos membros do comitê exacerbou o ambiente de incertezas em relação aos próximos passos da condução de política monetária. Como consequência, os juros futuros reagiram em forte alta na manhã de 09/05, especialmente na ponta longa, movimento que foi parcialmente corrigido ao longo do dia, acompanhando o arrefecimento da elevação das taxas das treasuries americanas.

tabela de estimativas macroeconomicas do boletim focus

Curva de juros

Na última quinta-feira (09/05), a curva de juros nominal brasileira ganhou inclinação nos vértices médios e longos, refletindo o tom mais cauteloso do Copom após a decisão de corte de juros, cujo comunicado destacou o cenário global mais adverso em razão da incerteza elevada e persistente em relação ao início da flexibilização monetária nos EUA. No ambiente doméstico, o mercado de trabalho resiliente e dados de atividade econômica que mostram maior dinamismo demandam maior cautela na condução de política monetária diante de expectativas de inflação desancoradas, de acordo com o comunicado.

Neste contexto de aumento de incertezas, a curva de inflação implícita também ganhou inclinação, com a inflação de três anos (dez/2027) saltando para 4,9%, de 4,6% há uma semana. A curva de juros real não acompanhou o movimento da curva nominal, com abertura somente na ponta mais curta, diante da indecisão dos agentes de mercado quanto ao ritmo de cortes da Selic nas próximas reuniões do Copom.

Nos EUA, dados de sentimento do consumidor em queda e alta das expectativas de inflação se refletiram em nova elevação dos yields na última sexta-feira (09/05). Apesar da influência recente de fatores domésticos na curva de juros brasileira, esperamos que os movimentos da curva de juros norte-americana devem continuar ancorando oscilações mais significativas nos preços dos ativos.

gráfico evolutivo da curva de di futuro

Índices de Debêntures da Anbima - IDA

O movimento de aversão a risco do mês de abril impactou o desempenho dos índices que refletem títulos públicos e privados divulgados pela Anbima. O IDA-DI foi o único indicador privado que encerrou abril no campo positivo (+1,01%), enquanto o IDA Geral recuou 0,09% no mês. As carteiras de prazos mais longos continuam sendo mais influenciadas pelas incertezas em relação às decisões de juros no Brasil e nos EUA, fatores que têm elevado a volatilidade da curva de juros.

Na última semana, apesar da espera pela decisão de política monetária no Brasil ter trazido volatilidade, os indicadores apresentaram retornos positivos no período acumulado do mês de maio (até 08/05), com destaque para a recuperação dos índices indexados ao IPCA.

Apesar da abertura da curva de juros aumentar a percepção de risco para o crédito privado como um todo, pois eleva o custo da dívida para as companhias, reafirmamos nossa visão de que a alocação e o carregamento de papéis incentivados indexados ao IPCA permanece atrativa, sempre levando em conta a seletividade de emissores com melhor avaliação de risco.

tabela de comparação do desempenho nos últimos 15 dias
Disclaimer

Este é um relatório público e foi produzido pelo BB-Banco de Investimento S.A. (“BB-BI”). As informações e opiniões aqui contidas foram consolidadas ou elaboradas com base em informações obtidas de fontes fidedignas e de boa-fé, tendo sido tomadas medidas razoáveis para assegurar sua exatidão no momento de publicação. Contudo, o BB-BI não garante que tais dados sejam totalmente isentos de distorções e não se compromete com a veracidade dessas informações. Todas as opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e derivam do julgamento de nossos analistas de valores mobiliários (“analistas’), podendo ser alteradas a qualquer momento sem aviso prévio. O BB-BI não garante o lucro e não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas nesse material, que tem por finalidade apenas informar e servir como instrumento que auxilie a tomada de decisão de investimento, não devendo ser interpretado como material promocional, recomendação, oferta ou solicitação de oferta para comprar ou vender quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Investimentos nos mercados financeiros e de capitais estão sujeitos a riscos de perda superior ao capital investido. A rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Nos termos do art. 22 da Resolução CVM 20/2021, o BB-BI, em conjunto com o Conglomerado Banco do Brasil S.A. (“Grupo”), declaram que (i) podem ser remunerados por serviços prestados ou possuir relações comerciais com a(s) empresa(s) analisada(s) neste relatório ou com pessoa natural ou jurídica, fundo ou universalidade de direitos, que atue representando o mesmo interesse dessa(s) empresa(s); (ii) podem possuir participação acionária direta ou indireta, igual ou superior a 1% do capital social da(s) empresa(s) analisada(s), e poderão adquirir, alienar ou intermediar valores mobiliários da(s) empresa(s) no mercado.

Quer dar uma nota para este conteúdo?

Utilizamos cookies para oferecer uma melhor experiência e personalizar os conteúdos de acordo com a nossa

Política de Privacidade.