Mercado

Renda fixa e crédito privado: relatório quinzenal (08/07/24)

O BB-BI analisa os principais indicadores que impactam as decisões de investimento em renda fixa e crédito privado.

Publicado por: Análise BB

conteúdo de tipo Leitura7 minutos

Atualizado em

12/07/2024 às 15:52


Panorama econômico

O relatório mensal de empregos (payroll) dos EUA, divulgado na última sexta-feira, mostrou crescimento de salário abaixo do previsto e ligeiro aumento da taxa de desemprego, que passou de 4,0% para 4,1%, contrariando apostas de que permaneceria estável. O Departamento do Trabalho também revisou a criação de empregos de maio e de abril, ambos para baixo. Com isso, a probabilidade de que o corte de juros pelo Fed se inicie em setembro aumentou, embora as apostas para que o início da flexibilização monetária ocorra em dezembro permaneçam como majoritárias diante de um cenário de dúvidas no campo econômico e, mais recentemente, político considerando a proximidade das eleições presidenciais no país.

No Brasil, além das incertezas em relação à política fiscal, a forte desvalorização cambial, com o dólar atingindo a máxima desde janeiro de 2022 no último dia 02/07, em R$/USD 5,66, trouxe ainda mais receios em relação à pressão inflacionária recente e, neste contexto, a condução da política monetária no curto prazo compõe os fatores de riscos domésticos, uma vez que as expectativas do mercado em relação às projeções de inflação continuaram se elevando, como mostrou o Boletim Focus das últimas semanas. Vale destacar que na ata referente à última reunião do Copom, membros do comitê reafirmaram o compromisso em manter o direcionamento contracionista por tempo suficiente para que se consolide o processo de desinflação e ancoragem dos números em torno da meta.

Curva de juros

O aumento da percepção de deterioração do risco fiscal somada às pressões cambiais e maior volatilidade na curva de juros norte-americana manteve a curva de juros nominais brasileira pressionada na última quinzena. Os vértices curtos operaram próximos da estabilidade, enquanto vencimentos intermediários e longos apresentaram abertura ao longo de sua extensão. Sinalizações mais brandas em relação à política fiscal contribuíram para alívio no preço dos ativos em comparação com a semana anterior, embora a elevada variação ao longo do mês de junho seja perceptível na comparação dos prêmios na curva DI de um mês atrás.

A curva de DI futuro precificava, em 04/07, uma taxa Selic de 10,62% para dez/2024, 11,29% para dez/25 e 11,60% para dez/26, indicando que ainda há prêmios nos respectivos vértices em relação às projeções do mercado. Contudo, diante do maior risco embutido no curto prazo, ratificamos nossa percepção de maior atratividade para alocação em juros reais, especialmente na parte intermediária da curva, onde os níveis de taxa se apresentam em patamares historicamente elevados.

Na média, os spreads das debêntures indexadas ao IPCA apresentaram leve alta no início de julho, consolidando uma estabilização técnica dos prêmios de risco após o fechamento expressivo. A normalização do volume de captação dos fundos de renda fixa pode ser um dos fatores que influenciaram esta reversão de tendência.

Evolução dos spreads de crédito

Na média, os spreads das debêntures indexadas ao IPCA apresentaram leve alta no início de julho, consolidando uma estabilização técnica dos prêmios de risco após o fechamento expressivo. A normalização do volume de captação dos fundos de renda fixa pode ser um dos fatores que influenciaram esta reversão de tendência.

Desempenho dos indicadores de renda fixa

No primeiro semestre do ano, o IDA-DI, que espelha uma carteira composta de debêntures indexadas ao CDI, apresentou o melhor retorno ajustado ao risco devido ao seu posicionamento em títulos de duration mais curta diante da elevada volatilidade do cenário macroeconômico no período.

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Este é um relatório público e foi produzido pelo BB-Banco de Investimento S.A. (“BB-BI”). As informações e opiniões aqui contidas foram consolidadas ou elaboradas com base em informações obtidas de fontes fidedignas e de boa-fé, tendo sido tomadas medidas razoáveis para assegurar sua exatidão no momento de publicação. Contudo, o BB-BI não garante que tais dados sejam totalmente isentos de distorções e não se compromete com a veracidade dessas informações. Todas as opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e derivam do julgamento de nossos analistas de valores mobiliários (“analistas’), podendo ser alteradas a qualquer momento sem aviso prévio. O BB-BI não garante o lucro e não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas nesse material, que tem por finalidade apenas informar e servir como instrumento que auxilie a tomada de decisão de investimento, não devendo ser interpretado como material promocional, recomendação, oferta ou solicitação de oferta para comprar ou vender quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Investimentos nos mercados financeiros e de capitais estão sujeitos a riscos de perda superior ao capital investido. A rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Nos termos do art. 22 da Resolução CVM 20/2021, o BB-BI, em conjunto com o Conglomerado Banco do Brasil S.A. (“Grupo”), declaram que (i) podem ser remunerados por serviços prestados ou possuir relações comerciais com a(s) empresa(s) analisada(s) neste relatório ou com pessoa natural ou jurídica, fundo ou universalidade de direitos, que atue representando o mesmo interesse dessa(s) empresa(s); (ii) podem possuir participação acionária direta ou indireta, igual ou superior a 1% do capital social da(s) empresa(s) analisada(s), e poderão adquirir, alienar ou intermediar valores mobiliários da(s) empresa(s) no mercado.

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