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Tecnologia

Queda em crimes deve apoiar crescimento das criptomoedas, dizem analistas

Segundo levantamento da Chainalysis, volume de crimes envolvendo criptomoedas caiu 38% em 2023 ante 2022

Publicado por: Broadcast Exclusivo

conteúdo de tipo Leitura3 minutos

Atualizado em

06/02/2024 às 16:33

Por Gustavo Boldrini, do Broadcast

São Paulo, 06/02/2024 - A aprovação de fundos negociados em bolsa (ETFs) de bitcoin nos Estados Unidos em janeiro deste ano tem sido apontada por muitos especialistas como um fator impulsionador do mercado de criptomoedas. Mas há outro fator que também pode ajudar esse tipo de ativo a cair cada vez mais no gosto do investidor pessoa física: a melhora na percepção de segurança.

Segundo levantamento da Chainalysis, companhia especializada em análise de blockchain, o volume de criptomoedas recebidos por endereços ilícitos em 2023 totalizou US$ 24,2 bilhões, uma queda de 38% em relação aos US$ 39,6 bilhões de 2022 - ano no qual os "criptocrimes" bateram recorde. De acordo com especialistas na área, este é um bom sinal.

"Há fortes sinais de que o 'inverno cripto' está descongelando. Junto com a redução significativa nas atividades de crimes no ano passado, parece que uma nova fase de crescimento poderá em breve chegar", afirma Eric Jardine, líder de pesquisa de crimes cibernéticos da Chainalysis.

Evolução nas práticas de segurança

A pesquisa mostra que a queda no volume de transações ilícitas tem a ver com os declínios nas fraudes e fundos de criptomoedas roubados, nos quais as receitas totais caíram respectivamente 29,2% e 54,3%. Segundo a Chainalysis, os protocolos da área de finanças descentralizadas, um ecossistema cripto conhecido como DeFi, tiveram melhora em suas práticas de segurança, afastando criminosos.

"Nos últimos anos, temos visto um enorme progresso em soluções de custódia de criptomoedas, auditorias, procedimentos de verificação de clientes e análises de blockchain", comenta Guilherme Sacamone, general manager da exchange de criptomoedas OKX no Brasil. Segundo ele, as exchanges estão utilizando sistemas cada vez mais avançados para detectar fraudes e investindo na educação dos usuários.

A própria aprovação dos ETFs ligados ao bitcoin nas bolsas de Nova York representa um fator que traz mais segurança para o investidor que quer colocar dinheiro no mercado cripto, segundo especialistas ouvidos pelo Broadcast . Afinal, trata-se de uma abertura do mercado institucional e do centro financeiro mais famoso do mundo, o de Wall Street, aos criptoativos, trazendo consigo todo o seu arcabouço de fiscalização.

"Com essa aprovação, se a pessoa tem medo de investir diretamente numa exchange, você tem as maiores gestoras do mundo distribuindo produtos ligados a esse mercado. A regulamentação e a entrada de players sérios do mercado financeiro ofertando isso devem ajudar. É uma tendência inevitável", comenta Bruno Diniz, sócio-fundador da consultoria Spiralem.

O BTC chegou a ultrapassar a marca histórica de US$ 46 mil após a Securities and Exchange Comission (SEC) dos Estados Unidos, equivalente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), aprovar a negociação de 11 fundos ETF de bitcoin à vista nas bolsas de Nova York, em 10 de janeiro.

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