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Mercado

Como está o pulso do mercado bancário? Confira a análise dos dados mensais do Bacen pelo BB-BI

Recuo da inadimplência de forma disseminada o maior destaque, mas crescimento de crédito em todas as modalidades também merece menção. Interrupção de deterioração da inadimplência PJ é grata surpresa.

Publicado por: Análise BB

conteúdo de tipo Leitura8 minutos

Atualizado em

23/05/2024 às 15:51


Dados do mercado de ações

O índice do setor financeiro (IFNC) operou em linha com o Ibovespa em janeiro, apesar da grande dispersão de retornos. Nossas seleções para o ano e para a carteira fundamentalista caíram menos do que os índices.

Dados Mensais

Os dados de crédito de dezembro, divulgados pelo Bacen em 6/fevereiro, tiveram como destaques: (i) avanço da carteira de crédito SFN no comparativo mensal (+1,4%), com crescimento predominantemente na PJ (+3,8%), mas com alguma contribuição da PF, e tanto nas modalidades livres quanto direcionados. No comparativo anual do saldo de operações de crédito, vimos arrefecimento do movimento de desaceleração (+7,86%, ante +7,95% no mês anterior); (ii) ligeiro recuo da inadimplência geral (3,3% ante 3,4% em novembro), com recuo também disseminado entre as modalidades PF e PJ livres; e (iii) queda de 30 pontos base em ambos spread geral e ICC, que atingiram 19,7%, e 21,7% respectivamente.

Leitura e perspectivas

Embora os dados divulgados contenham uma pitada de sazonalidade, já que em dezembro as famílias recebem o 13º salário, e com isso amortizam, quitam ou renegociam dívidas, não é exagero, em nossa percepção, dizer que vimos uma melhora generalizada no que já vinham sendo números incrementalmente auspiciosos ao longo do segundo semestre de 2023. Conforme é possível ver na maioria das curvas nos gráficos a seguir, é cada vez mais nítido o movimento de inflexão tanto no crescimento de crédito – que deve voltar a acelerar em 2024 – quanto na inadimplência, com uma grata surpresa: um momento de interrupção na escalada da inadimplência PJ na modalidade Livres, que representa um possível alento no principal fator de preocupação do mercado na atualidade. A temporada de balanços corporativos relativa ao 4T, que já contou com Santander, Itaú, BTG Pactual e Bradesco reafirma boa parte desta leitura, com os bancos majoritariamente sinalizando confiança para voltar a crescer, inclusive com apetite para linhas mais arrojadas em alguns casos.

Concessões e saldo

Concessões ajustadas sazonalmente avançam 12,3% a/a, sobre base deprimida um ano antes. Saldo de crédito atinge R$ 5,78 trilhões, levando a proporção crédito/PIB a 51,3%, em predominante estabilidade.

Crescimento - Modalidades PF, PJ, Livres e Direcionados

Crédito encerrou 2023 com crescimento de 7,86% no saldo. PF teve a maior contribuição (+10,14%) ante PJ (+4,50%) enquanto Direcionados (+11,82%) teve maior contribuição que Livres (+5,20%).

Crescimento - Modalidades Livre (PF e PJ) e Direcionados (PF e PJ).

Modalidade Livre verifica possível estabilização na sequência de uma grande desaceleração iniciada em meados de 2022, tanto na modalidade PF quanto PJ. Já Direcionado tem tendências mistas.

Inadimplência

Inadimplência geral (90 dias) e sobre créditos livres recuam, com a segunda recebendo contribuição da modalidade Livre PJ, que interrompeu – ao menos momentaneamente – a escalada.

Provisões e cobertura

Nível de provisões e cobertura buscam gradualmente uma normalização, após o período de stress da pandemia.

Endividamento e Comprometimento de renda

O comprometimento de renda começa a desenhar um recuo mais firme, a chega ao menor patamar desde junho de 2022. Endividamento recua marginalmente.

Endividamento e renegociações (composição)

Volume de renegociações mostra predominante estabilidade, enquanto Inadimplência arrefece de maneira firme com as regularizações sazonalmente maiores em dezembro.

ICC e Spread Geral

ICC começa a desenhar queda, com contribuição preponderante da modalidade livre. Já o spread geral arrefece no mês. Com a inflexão dos juros, devemos ver ambos em tendência de queda.

Disclaimer

 Este é um relatório público e foi produzido pelo BB-Banco de Investimento S.A. (“BB-BI”). As informações e opiniões aqui contidas foram consolidadas ou elaboradas com base em informações obtidas de fontes fidedignas e de boa-fé, tendo sido tomadas medidas razoáveis para assegurar sua exatidão no momento de publicação. Contudo, o BB-BI não garante que tais dados sejam totalmente isentos de distorções e não se compromete com a veracidade dessas informações. Todas as opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e derivam do julgamento de nossos analistas de valores mobiliários (“analistas’), podendo ser alteradas a qualquer momento sem aviso prévio. O BB-BI não garante o lucro e não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas nesse material, que tem por finalidade apenas informar e servir como instrumento que auxilie a tomada de decisão de investimento, não devendo ser  interpretado como material promocional, recomendação, oferta ou solicitação de oferta para comprar ou vender quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Investimentos nos mercados financeiros e de capitais estão sujeitos a riscos de perda superior ao capital investido. A rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Nos termos do art. 22 da Resolução CVM 20/2021, o BB-BI, em conjunto com o Conglomerado Banco do Brasil S.A. (“Grupo”), declaram que (i) podem ser remunerados por serviços prestados ou possuir relações comerciais com a(s) empresa(s) analisada(s) neste relatório ou com pessoa natural ou jurídica, fundo ou universalidade de direitos, que atue representando o mesmo interesse dessa(s) empresa(s); (ii) podem possuir participação acionária direta ou indireta, igual ou superior a 1% do capital social da(s) empresa(s) analisada(s), e poderão adquirir, alienar ou intermediar valores mobiliários da(s) empresa(s) no mercado. 

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