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Economia

Proximidade de corte de juros nos EUA pode atrair investidor estrangeiro para ações cíclicas na B3

A atratividade das empresas cíclicas pode vir a se potencializar por serem mais sensíveis a juros, segundo especialistas

Publicado por: Broadcast Exclusivo

conteúdo de tipo Leitura4 minutos

Atualizado em

02/04/2024 às 14:40

Por Simone Cavalcanti, Caroline Aragaki e Maria Regina Silva, do Broadcast

As ações mais ligadas à economia doméstica devem ganhar espaço no portfólio dos investidores estrangeiros, que provavelmente voltarão a fazer aportes na Bolsa brasileira assim que os Estados Unidos começarem a reduzir os juros.

"A atratividade das empresas cíclicas pode vir a se potencializar por serem mais sensíveis a juros, com os cortes na Selic, e enquanto o ciclo de commodities está mais complexo", afirma Rodrigo Moliterno, sócio fundador da Veedha Investimentos.

Moliterno, da Veedha, pondera que os estrangeiros ainda devem continuar se posicionando em grandes nomes, como Petrobras, Vale e Itaú, e não se limitar às ações cíclicas que têm baixa liquidez.

Em relatório recente, o Bank of America (BofA) diz que ainda vê falta de apetite por commodities entre os investidores. O fraco desempenho do minério de ferro no acumulado do ano e o anúncio de não pagamento de dividendos extraordinários da Petrobras são fatores-chave, afirma.

A cautela com a China respinga em empresas brasileiras de grande peso no Ibovespa, como a Vale, porque o minério de ferro, por exemplo, perdeu o nível de US$ 120 por tonelada que detinha até o início do mês com o receio de que as dificuldades no setor imobiliário do país reduzam a demanda pela commodity. Além disso, o governo chinês pode não conseguir cumprir a meta de crescer em torno de 5% em 2024.

O que são ações cíclicas?

Ações cíclicas são aquelas de empresas cuja demanda de seus produtos e serviços são afetados por fatores macroeconômicos, ou seja, respondem a altas e quedas das taxas de juros, do nível de emprego e renda, expansão do Produto Interno Bruto (PIB), além da sazonalidade. São exemplos empresas dos setores de varejo, construção civil, setor aéreo e de turismo.

Em relação a outros países emergentes, o Brasil segue com múltiplos descontados e tem bons fundamentos - sendo o corte da Selic um dos principais por estimular a economia - para que se destaque no olhar dos investidores estrangeiros assim que o Federal Reserve (Fed) iniciar a trajetória de flexibilização monetária, segundo Paulo Abreu, sócio e gestor da Mantaro Capital.

Quais as chances do Fed iniciar o corte de juros em junho?

No dia 20 de março, depois que o Fed divulgou decisão para manter as taxas inalteradas, os agentes de mercado elevaram para 75% a chance de que os juros americanos começariam a cair em junho, segundo monitoramento do CME Group.

No entanto, ontem, essa chance reduziu consideravelmente após uma série de indicadores e sinalizações do presidente do banco central americano, Jerome Powell. Por volta de 12h30 (de Brasília), a ferramenta apontava 53,6% de chance de o Fed cortar a taxa básica em 25 pontos-base no sexto mês do ano. Como consequência, o risco de manutenção na faixa atual (entre 5,25% e 5,50%) naquele mês avançou de 39,6% para 46,4%.

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