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Mercado

Ourofino (OFSA3) 1T24: evolução operacional em algumas unidades de negócio

Companhia reverte prejuízo reportado no ano anterior

Publicado por: Análise BB

conteúdo de tipo Leitura3 minutos

Atualizado em

10/05/2024 às 10:14


Consideramos o resultado do 1T24 da Ourofino positivo. Observamos melhorias operacionais em duas unidades de negócios, com destaque para a evolução em Animais de Produção, combinada com geração de caixa operacional e redução da alavancagem financeira.

Desempenho das Ações e Perspectivas

As ações OFSA3 acumulam queda de 18% em 2024 até ontem (9), com os investidores precificando a continuidade de um ambiente de negócios desfavorável, em especial para companhias de menor capitalização na bolsa. Em nossa visão, apesar de a companhia ter mostrado evolução operacional no início deste ano, ainda há alguns desafios a superar, em especial na unidade de Operações Internacionais, com a descontinuidade de vendas de vacinas contra febre aftosa. Nesse sentido, optamos por manter a recomendação e Neutra e o preço-alvo de **R$ 25,00 **até incorporarmos os resultados mais recentes em nosso valuation.

OFSA3 vs IBOV (Gráfico Base 100)

Desempenho econômico-financeiro

Animais de Produção. A receita líquida atingiu R$ 125,5 milhões, alta de 12,7% a/a, enquanto a margem bruta teve uma elevação de 6,6 p.p. a/a, alcançando 43,3%. O resultado dessa unidade de negócios foi impactado positivamente pelo desempenho do segmento de aves e suínos, além de refletir um momento favorável com relação ao custo dos insumos e ao preço médio dos estoques e pela maior diluição dos custos fixos.

Animais de Companhia. A receita líquida veio em R$ 33,9 milhões, crescimento de 16,3% a/a, mas com redução da margem bruta para 62,4% (-3,0 p.p. a/a). Esse desempenho foi um reflexo da intensificação das ações de demanda para aumento do sell-out, reposicionamento de preço em alguns produtos e receita incremental de novos produtos.

Operações Internacionais. Essa unidade de negócios foi a que apresentou o pior desempenho, reportando queda de 29% a/a da receita líquida e de 3,6 p.p. a/a em margem bruta. Essa performance decorreu do menor volume de vendas de vacina contra febre aftosa somado a um mix menos favorável. A companhia informou estar investindo de forma contínua no lançamento de produtos para a América Latina de forma a ampliar a cobertura nos mercados em que atua.

Visão Geral. Tudo considerado, a receita líquida somou R$ 178,4 milhões, alta de 6,7% a/a, impulsionada pela recuperação das vendas nas unidades Animais de Produção e Animais de Companhia. A margem bruta consolidada cresceu 3,1 p.p. a/a e veio em 48,0%, enquanto a margem EBITDA Ajustada atingiu 13,6%, crescimento expressivo de 11,8 p.p. a/a, favorecida pela queda de 5,1 p.p. das despesas com vendas, gerais e administrativas como percentual da receita. Essa redução refletiu as ações tomadas nos trimestres anteriores relacionadas à redução ou descontinuação de estruturas com menor impacto no core business ou de projetos com menores taxas de retorno.

O crescimento de rentabilidade operacional foi parcialmente anulado pelo aumento das despesas com IR/CSLL, justificado pela reversão de um cenário de LAIR negativo para positivo neste ano. Entretanto, isso não impediu a companhia de reportar um lucro líquido ajustado de R$ 8,8 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 3,4 milhões observado no mesmo período do ano anterior.

Além da divulgação de lucro líquido, a companhia também reportou geração de caixa operacional suficiente para fazer frente ao consumo de caixa nos investimentos, o que resultou em uma geração de caixa livre de R$ 56 milhões no trimestre.

Por fim, quanto à alavancagem financeira, o endividamento bruto veio em R$ 421 milhões e a dívida líquida em R$ 72 milhões, equivalente a 0,5x o EBITDA Ajustado dos últimos 12 meses, queda de 0,4x a/a.

Destaques

Disclaimer

Este é um relatório público e foi produzido pelo BB-Banco de Investimento S.A. (“BB-BI”). As informações e opiniões aqui contidas foram consolidadas ou elaboradas com base em informações obtidas de fontes fidedignas e de boa-fé, tendo sido tomadas medidas razoáveis para assegurar sua exatidão no momento de publicação. Contudo, o BB-BI não garante que tais dados sejam totalmente isentos de distorções e não se compromete com a veracidade dessas informações. Todas as opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e derivam do julgamento de nossos analistas de valores mobiliários (“analistas’), podendo ser alteradas a qualquer momento sem aviso prévio. O BB-BI não garante o lucro e não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas nesse material, que tem por finalidade apenas informar e servir como instrumento que auxilie a tomada de decisão de investimento, não devendo ser  interpretado como material promocional, recomendação, oferta ou solicitação de oferta para comprar ou vender quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Investimentos nos mercados financeiros e de capitais estão sujeitos a riscos de perda superior ao capital investido. A rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Nos termos do art. 22 da Resolução CVM 20/2021, o BB-BI, em conjunto com o Conglomerado Banco do Brasil S.A. (“Grupo”), declaram que (i) podem ser remunerados por serviços prestados ou possuir relações comerciais com a(s) empresa(s) analisada(s) neste relatório ou com pessoa natural ou jurídica, fundo ou universalidade de direitos, que atue representando o mesmo interesse dessa(s) empresa(s); (ii) podem possuir participação acionária direta ou indireta, igual ou superior a 1% do capital social da(s) empresa(s) analisada(s), e poderão adquirir, alienar ou intermediar valores mobiliários da(s) empresa(s) no mercado. 

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