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mulher negra sorridente com cenário urbano noturno

Onde investir

Onde investir em junho?

Publicado por: Análise BB

conteúdo de tipo Leitura6 minutos

Atualizado em

05/06/2024 às 16:25


Todo mês, a partir dos acontecimentos na economia, o BB apresenta as carteiras sugeridas de investimentos para diferentes perfis de investidores. Elas combinam diferentes aplicações em proporções de risco e oportunidade adequadas para investidores que vão desde os mais conservadores até os mais arrojados.

A nossa Carteira de Alocação é estrategicamente pensada com base no seu perfil de investidor e, por meio de uma curadoria mensal realizada pelos nossos especialistas, te dá acesso a diferentes soluções de investimento.

Bitcoin e Ethereum deram um salto no mês de maio. No mesmo período, o mercado americano ficou em polvorosa com balanços demonstrando resultados muito positivos impactados pela inteligência artificial. Será que já estamos no futuro?

No último mês, a SEC (equivalente à nossa CVM), aprovou uma alteração que permite a negociação de ETFs de Ethereum, a segunda maior criptomoeda do mundo, depois do Bitcoin.

O órgão regulador tem se tornado mais receptivo a criptoativos, abrindo espaço tanto para novos ETFs de outras criptos, quanto para a entrada de instituições tradicionais nesse universo.

Ainda falando de futuro, a Nvidia, gigante dos chips de inteligência artificial (IA), chegou a ganhar US$ 220 bilhões (cerca de R$ 1,1 trilhão) em valor de mercado um dia após a companhia divulgar seu balanço.

O movimento positivo ajudou a impactar o índice Nasdaq, que encerrou maio com quase 7% de alta. As ações são negociadas nos Estados Unidos, mas no Brasil, pra quem quiser investir na empresa, é possível por meio do BDR NVDC34, um recibo negociado na bolsa brasileira, que reflete o comportamento da ação no exterior, e que subiu quase 30% nesse último mês.

Mercado brasileiro

Aqui no Brasil tivemos 2 eventos que mexeram com os mercados. O primeiro foi a nomeação da nova presidente da Petrobras, Magda Chambriard. Em suas primeiras sinalizações, indicou uma política de continuidade do foco no pré-sal e de busca por ganhos de eficiência e reposição de reservas.

O segundo evento, e de maior impacto, foi a decisão do Copom de reduzir o ritmo de queda da Selic. Com um corte de apenas 25 pontos, a taxa chegou ao patamar de 10,50% ao ano, e sinalizou uma mudança de rumo do Comitê.

Segundo o relatório Focus, as previsões estimam uma taxa de 10,25% no final do ano, sendo que, até um mês atrás, estas previsões eram ainda de 9,5%. Essa alteração de cenário impactou a curva de juros e as expectativas de retornos para os ativos de renda fixa.

Em maio, estes ativos tiveram um bom retorno, com destaque para os indexados à inflação e os de crédito privado. O IMA-B fechou com alta de 1,05% e o IDA-Geral com 1,13%, ambos acima do CDI, que retornou 0,83%.

O Ibovespa, por outro lado, caiu mais de 3% no mês, fechando pouco acima dos 122 mil pontos. No ano, o índice já acumula queda de mais de 9%.

Perspectivas para junho

No dia 12, o FED irá decidir sobre as taxas de juros americanas, e o mercado aguarda por mais uma manutenção. Aqui no Brasil, o Copom irá decidir sobre os rumos da Selic no dia 19.

Neste momento, o mercado está divido se teremos mais um corte de 25 pontos ou se o Comitê irá decidir pela manutenção.

Nas nossas carteiras, realizamos uma alteração visando este novo cenário de juros. Com a expectativa de menos cortes no horizonte, reduzimos a exposição nos ativos prefixados.

Mesmo com taxas atrativas, boa parte do prêmio que havia na curva, que poderia ser capturado pela marcação à mercado, foi extinguido.

Desta forma, aumentamos a exposição nos ativos indexados ao CDI, pois podem oferecer retorno similar aos prefixados, mas com menos risco.

Nos ativos indexados à inflação, mantivemos o posicionamento do mês anterior, buscando aproveitar os atuais patamares de taxa ofertados.

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