Onde investir

Onde investir em julho?

Publicado por: Análise BB

conteúdo de tipo Leitura6 minutos

Atualizado em

03/07/2024 às 14:25


Todo mês, a partir dos acontecimentos na economia, o BB apresenta as carteiras sugeridas de investimentos para diferentes perfis de investidores. Elas combinam diferentes aplicações em proporções de risco e oportunidade adequadas para investidores que vão desde os mais conservadores até os mais arrojados.

A nossa Carteira de Alocação é estrategicamente pensada com base no seu perfil de investidor e, por meio de uma curadoria mensal realizada pelos nossos especialistas, te dá acesso a diferentes soluções de investimento.

Dólar e Investimentos no Exterior

Entre os ativos com maior retorno em 2024, o dólar, que chegou a ser cotado a R$ 5,59 após uma disparada de mais de 6% em junho, é um dos grandes destaques até o momento. No ano, a moeda americana acumula valorização de 15,17% ante o Real.

Em parte, essa valorização é reflexo de outra classe que vem se destacando no ano: os investimentos em renda variável no exterior. O S&P 500, por exemplo, conta com uma alta de mais de 14% no ano, já considerando os 3,47% registrados no mês passado.

Nas nossas carteiras sugeridas de investimentos, essa classe está recomendada para todos os perfis, exceto para o mais conservador, e o percentual vai de 3 a 13% do total aplicado, dependendo do nível de risco tolerado pelo investidor.

E se é hora de olhar pra fora, o destaque continua com a NVIDIA, principal fornecedora dos processadores utilizados na corrida da inteligência artificial.

Em junho, ela chegou a ocupar a posição de empresa mais valiosa do mundo devido a alta das ações.

A NVIDIA faz parte do índice Nasdaq 100, que também teve um desempenho notável no mês anterior, subindo mais de 6%.

Pós-Fixados

No Brasil, o Copom interrompeu o ciclo de quedas e optou por manter a taxa Selic em 10,50% ao ano. O mercado, que em janeiro acreditava numa Selic abaixo de dois dígitos no final do ano, revisou mais uma vez suas expectativas e provavelmente não teremos mais cortes na taxa básica de juros neste ano.

Nesse contexto, o CDI, que teve retorno de 0,79% em junho, deve se estabilizar neste patamar e performar de forma muito semelhante nos próximos meses.

Para esse tipo de ativo, as nossas carteiras mantêm as mesmas sugestões do mês anterior e indicam participação de 13% a 77%, dependendo do perfil.

Inflação

Com a revisão das expectativas em relação à trajetória da Selic, e as incertezas relacionadas ao cenário fiscal, vemos um gradual processo de desancoragem das expectativas da inflação.

Embora o IPCA-15 de junho tenha vindo abaixo das expectativas, o boletim Focus elevou mais uma vez a projeção da inflação para 2024.

Embora ainda dentro do teto da atual meta, essa desancoragem traz volatilidade aos ativos indexados à inflação, principalmente os de vencimentos mais longos.

Para essa classe de ativos indexada à inflação, recomendamos alocações de 6 a 20% do total investido, de acordo com cada um dos 4 perfis.

Leia também: Por dentro da inflação: como interpretar difusão, abertura, núcleo e outros termos

Prefixados

Os ativos prefixados também são sensíveis às variações na curva de juros e ao cenário econômico e fiscal do país. Em linhas gerais, garantir uma rentabilidade prefixada num cenário de queda de juros, tende a ser uma estratégia interessante.

No entanto, diante das atuais expectativas para a Selic, o cenário fica mais difícil de ser projetado o que pode ser traduzido em maiores riscos. Por isso, optamos em não elevar os percentuais recomendados para esses ativos.

Renda Variável

O principal índice da nossa bolsa de valores, o Ibovespa, fechou o mês com alta de 1,48%, apresentando leve recuperação, apesar da continuidade da saída de capital estrangeiro.

O índice encerrou o mês aos 123.906 pontos. O BB-BI revisou sua projeção para o Ibovespa, para 138.000 pontos ao final de 2024. Embora essa previsão seja menor que a anterior, ainda projeta uma expectativa de valorização de aproximadamente 11%.

Nas nossas carteiras, para o perfil conservador, não recomendamos a inclusão de renda variável, devido a sua volatilidade. Para as demais a recomendação vai de 9% até 26%.

Multimercados

E pra fechar o quadro completo, mantemos os mesmos percentuais sugeridos para a classe de multimercados. Essa fatia da carteira é dedicada aqueles fundos que misturam diferentes classes de ativos a fim de equilibrar a relação de risco e retorno.

Nas nossas sugestões eles estão recomendados de 9% a 22% do total investido.

Perspectivas para o segundo semestre

Essas sugestões levam em consideração os principais pontos a serem monitorados no segundo semestre que devem afetar seus investimentos.

Nos EUA, teremos eleições no mesmo mês em que parte do mercado aguarda o primeiro corte da taxa de juros americanos.

Na Europa, que já iniciou seu ciclo de cortes, estamos monitorando como a economia e a inflação irão se comportar, principalmente por conta dos impactos dos conflitos geopolíticos.

E no Brasil, os olhos estão voltados para o cumprimento das metas estabelecidas no arcabouço fiscal, e para as últimas decisões do atual COPOM, antes da troca de parte dos membros, inclusive do presidente, que ocorrerá em janeiro.

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