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Mercado

Como anda o mercado bancário brasileiro? Confira a análise dos dados mensais do Bacen pelo BB-BI

Um mês de estabilidade em boa parte dos indicadores.

Publicado por: Análise BB

conteúdo de tipo Leitura8 minutos

Atualizado em

02/04/2024 às 14:02


Dados do mercado de ações

O índice do setor financeiro (IFNC) operou estável março. Nossas top picks atuais (ITUB4 e BPAC11) tiveram melhor desempenho, na média. Para abril, houve a inclusão de Banrisul (BRSR6) na carteira ESG.

tabela descritiva de informações

Dados Mensais

Os dados de crédito de fevereiro, divulgados pelo Bacen em 2/abril*, tiveram como destaques: (i) ligeiro avanço da carteira de crédito SFN no comparativo mensal (+0,2%), com contribuição preponderante da modalidade direcionados (+0,5%), mas também PF livre (+0,3%), negativamente compensadas pela PJ livre (-0,3%). No comparativo anual do saldo de operações de crédito, houve interrupção da desaceleração, com o saldo variando +8,0% a/a ante +7,6% na mesma base comparativa no mês anterior; (ii) estabilidade absoluta da inadimplência, nas mais diversas modalidades e; (iii) novo recuo do spread geral, que atingiu 19,2%.

tabela descritiva de informações

Leitura e perspectivas

Após um janeiro de tendências em enfraquecimento por fatores sazonais, fevereiro trouxe um conjunto de variações tímidas, incluindo diversas estabilidades. Tais dados não ajudam a desenhar tendências mais significativas, e se limitam, em nossa análise, a cristalizar uma já esperada fraqueza dos dois primeiros meses do ano, período tipicamente de menor atividade. Apesar desta debilidade pontual, permanecemos ressaltando a visão mais benigna para o mercado financeiro ao longo de 2024, calcado no ciclo de queda da Selic em andamento, que deve despressurizar a capacidade de pagamento das empresas e famílias, impactando positivamente nos índices de inadimplência, o que encoraja os bancos a reduzir a seletividade e impulsionar o crédito como um todo. Mesmo com essa visão favorável, permanecemos salientando que existe contraste entre aqueles bancos que julgamos mais bem posicionados para aproveitar o momento, aqueles que se encontram em um momento mais desafiador, seja pelo lado da qualidade de crédito, crescimento de carteira, ou ainda aqueles que já sinalizaram estar em processo de melhoria operacional ou maturação de uma reviravolta estratégica completa. Esse contraste auxilia na tomada de decisão das indicações de compra (slide anterior).

Concessões e saldo

Concessões ajustadas sazonalmente avançam 12,5% a/a. Saldo de crédito atinge R$ 5,79 trilhões, levando a proporção crédito/PIB a 50,8%, em predominante estabilidade.

gráfico descritivo de informações

Crescimento - Modalidades PF, PJ, Livres e Direcionados

Comparativo ano contra ano no estoque voltou a acelerar, atingindo 7,96% em fevereiro, com os principais contribuidores sendo as modalidades PF (10,42%) e Direcionados (11,82%).

gráfico descritivo de informações evolução crédito PF e PJ

Crescimento - Modalidades Livre (PF e PJ) e Direcionados (PF e PJ).

Na decomposição da modalidade Livre, chama a atenção especialmente o crescimento próximo de zero (1,21%) no comparativo anual da PJ, fruto de alta seletividade no período pós pandemia.

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Inadimplência

Inadimplência geral (90 dias) sobre créditos livres, tanto PF quanto PJ, apresentam estabilidade. Visão é a de recuo paulatino destes índices à medida que o ciclo de cortes da Selic avança.

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Endividamento e Comprometimento de renda

Em fevereiro vimos uma interrupção na tendência de recuo do comprometimento de renda, que vinha desacelerando firme.

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Endividamento e renegociações (composição).

Volume de renegociações mostra predominante estabilidade, enquanto Inadimplência voltou a pressionar em fevereiro, de forma sequencial a janeiro.

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ICC e Spread geral.

Vimos estabilidade no ICC em fevereiro, após o repique em janeiro, enquanto spread geral segue arrefecendo. Com o cenário de queda de juros, devemos ver ambos em tendência de queda.

gráfico descritivo de informações
Disclaimer

 Este é um relatório público e foi produzido pelo BB-Banco de Investimento S.A. (“BB-BI”). As informações e opiniões aqui contidas foram consolidadas ou elaboradas com base em informações obtidas de fontes fidedignas e de boa-fé, tendo sido tomadas medidas razoáveis para assegurar sua exatidão no momento de publicação. Contudo, o BB-BI não garante que tais dados sejam totalmente isentos de distorções e não se compromete com a veracidade dessas informações. Todas as opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e derivam do julgamento de nossos analistas de valores mobiliários (“analistas’), podendo ser alteradas a qualquer momento sem aviso prévio. O BB-BI não garante o lucro e não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas nesse material, que tem por finalidade apenas informar e servir como instrumento que auxilie a tomada de decisão de investimento, não devendo ser  interpretado como material promocional, recomendação, oferta ou solicitação de oferta para comprar ou vender quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Investimentos nos mercados financeiros e de capitais estão sujeitos a riscos de perda superior ao capital investido. A rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Nos termos do art. 22 da Resolução CVM 20/2021, o BB-BI, em conjunto com o Conglomerado Banco do Brasil S.A. (“Grupo”), declaram que (i) podem ser remunerados por serviços prestados ou possuir relações comerciais com a(s) empresa(s) analisada(s) neste relatório ou com pessoa natural ou jurídica, fundo ou universalidade de direitos, que atue representando o mesmo interesse dessa(s) empresa(s); (ii) podem possuir participação acionária direta ou indireta, igual ou superior a 1% do capital social da(s) empresa(s) analisada(s), e poderão adquirir, alienar ou intermediar valores mobiliários da(s) empresa(s) no mercado. 

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