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Mercado

Pensando em investir em bancos? Confira a análise dos dados mensais do Bacen pelo BB-BI

Após os movimentos benignos de março, abril trouxe um tom agridoce, com nova piora da inadimplência impedindo uma empolgação maior com o crescimento do estoque de crédito.

Publicado por: Análise BB

conteúdo de tipo Leitura8 minutos

Atualizado em

27/05/2024 às 15:12


Dados do mercado de ações

O Índice do setor financeiro (IFNC) operou em linha com o Ibovespa em maio. Vimos de um lado performances aderentes às percepções quanto à safra de balanços finalizada dia 15, enquanto Banrisul foi penalizado pelas incertezas quanto à situação do estado do RS com as enchentes.

Dados Mensais

Os dados de crédito de abril, divulgados pelo Bacen em 27/maio*, tiveram como destaques: (i) avanço da carteira de crédito SFN no comparativo mensal (+0,2%), com variações positivas em praticamente todas as modalidades, à exceção de PJ livre (-1,4%). Com este movimento a variação ano contra ano do saldo de operações de crédito, passou de 8,3% em março para 8,7% em abril; (ii) elevação marginal da inadimplência de forma disseminada e; (iii) queda do spread geral, que atingiu 19,2%, enquanto o ICC ficou estável na passagem do mês.

Leitura e perspectivas

É difícil dizer até que ponto a piora das expectativas em torno do ciclo de cortes de juros teve influência no mercado bancário ao longo de abril, mas não é possível deixar, minimamente de fazer tal associação. Em abril, quando o clima de maior espaço para quedas da Selic começou a se deteriorar, no mercado bancário, em paralelo, vimos uma inesperada piora da inadimplência. Ainda que de forma pouco contundente, essa espécie de postergação na melhoria da qualidade dos ativos – especialmente nas modalidades Livre – não deixa de pontuar uma decepção, mesmo que o comportamento esperado para o ano no crédito (retomada de crescimento) e no spread (queda) estejam sendo cumpridos. Para maio, teremos impacto do cenário de calamidade ocorrido no RS, que embora seja limitado em âmbito nacional, deve incrementar o conjunto de obstáculos a uma maior pujança do setor bancário no curto prazo

Falando dos bancos de nossa cobertura, finalizamos a temporada de balanços do 1T24, com os destaques positivos ficando principalmente por conta de Itaú, BTG e Inter, com os primeiros mais uma vez apresentando resultados robustos, e o último reforçando novamente a clareza do caminho da transformação do crescimento em rentabilidade. Alteramos todos os preços-alvo levando em conta os números do 1T24 nos valuations, porém, nenhuma modificação em recomendações, já que materialmente vimos poucas alterações às teses de investimentos.

Concessões e saldo

Concessões ajustadas sazonalmente avançam 12,4% a/a. Saldo de crédito atinge R$ 5,89 trilhões, levando a proporção crédito/PIB a 52,1%, ligeiro avanço.

Crescimento - Modalidades PF, PJ, Livres e Direcionados

Comparativo ano contra ano no estoque voltou a acelerar, atingindo 8,68% em abril (vs 8,34% em março), com os principais contribuidores sendo as modalidades PF (10,88%) e Direcionados (12,37%).

Crescimento - Modalidades Livre (PF e PJ) e Direcionados (PF e PJ).

Modalidade Livre PJ foi o destaque novamente, voltando a apresentar fraqueza, indo dos 3,04% na variação a/a em março para 2,61% em abril.

Inadimplência

Inadimplência geral (90 dias) permaneceu estável aos 3,2%, mas sobre créditos livres avançou, tanto na modalidade PJ quanto PF, com especialmente a última ainda em patamar historicamente elevado.

Endividamento e Comprometimento de renda

Após a interrupção na queda do comprometimento de renda visto entre janeiro e março de 2024, abril traz importante escalada no índice. Endividamento permanece em recuo suave.

Endividamento e renegociações (composição).

Volume de renegociações mostra predominante estabilidade, mas inadimplência da linha avança e registra patamar historicamente elevado.

ICC e Spread geral.

Após o mês anterior com repique na contramão do aguardado, abril retoma o movimento de queda esperada para o spread geral, com queda na taxa de aplicação. ICC se mantém estável.

Disclaimer

 Este é um relatório público e foi produzido pelo BB-Banco de Investimento S.A. (“BB-BI”). As informações e opiniões aqui contidas foram consolidadas ou elaboradas com base em informações obtidas de fontes fidedignas e de boa-fé, tendo sido tomadas medidas razoáveis para assegurar sua exatidão no momento de publicação. Contudo, o BB-BI não garante que tais dados sejam totalmente isentos de distorções e não se compromete com a veracidade dessas informações. Todas as opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e derivam do julgamento de nossos analistas de valores mobiliários (“analistas’), podendo ser alteradas a qualquer momento sem aviso prévio. O BB-BI não garante o lucro e não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas nesse material, que tem por finalidade apenas informar e servir como instrumento que auxilie a tomada de decisão de investimento, não devendo ser  interpretado como material promocional, recomendação, oferta ou solicitação de oferta para comprar ou vender quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Investimentos nos mercados financeiros e de capitais estão sujeitos a riscos de perda superior ao capital investido. A rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Nos termos do art. 22 da Resolução CVM 20/2021, o BB-BI, em conjunto com o Conglomerado Banco do Brasil S.A. (“Grupo”), declaram que (i) podem ser remunerados por serviços prestados ou possuir relações comerciais com a(s) empresa(s) analisada(s) neste relatório ou com pessoa natural ou jurídica, fundo ou universalidade de direitos, que atue representando o mesmo interesse dessa(s) empresa(s); (ii) podem possuir participação acionária direta ou indireta, igual ou superior a 1% do capital social da(s) empresa(s) analisada(s), e poderão adquirir, alienar ou intermediar valores mobiliários da(s) empresa(s) no mercado. 

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