cédulas de dinheiro real com moedas

Mercado

O crédito expande, mas e a inadimplência? Confira a análise dos dados do Bacen pelo BB-BI

Maio registrou elevação no estoque do crédito, mas piora pontual na inadimplência e endividamento.

Publicado por: Análise BB

conteúdo de tipo Leitura8 minutos

Atualizado em

26/06/2024 às 13:56


Dados do mercado de ações

O Índice do setor financeiro (IFNC) operou acima do Ibovespa em junho, refletindo, em nossa opinião, alguma reprecificação diante das quedas recentes. Nossas top picks figuraram entre as melhores performances

Dados Mensais

Os dados de crédito de maio, divulgados pelo Bacen em 26/junho, tiveram como destaques: (i) forte avanço da carteira de crédito SFN no comparativo mensal (+0,27%), com variações positivas em todas as macro modalidades (PF, PJ, livres e direcionados). Com este movimento, a variação ano contra ano do saldo de operações de crédito, passou de 8,7% em abril para 9,2% em maio; (ii) elevação marginal da inadimplência de forma disseminada e; (iii) queda do spread geral, que atingiu 19,2%, enquanto o ICC ficou estável na passagem do mês.

Leitura e perspectivas

A ligeira deterioração na inadimplência não foi capaz, em nossa opinião, de ofuscar o crescimento do estoque de crédito SFN na passagem de abril para maio, que de certa forma segue segurando o tom otimista que enxergávamos para o setor no início do ano. No entanto, em nossa leitura, com a oscilação das expectativas para um tom menos construtivo em torno do ambiente de política monetária, mas proeminente em abril, esperamos ver um eventual realinhamento nas dinâmicas setoriais se ajustando ao ambiente. Tais movimentos devem incluir um arrefecimento pontual do ímpeto de crescimento, direcionado não apenas pela expectativa de menor ritmo de crescimento econômico, mas também pela postergação da descompressão esperada para a qualidade do crédito, lembrando que para este indicador, existe como pano de fundo os níveis menos benignos de endividamento registrados recentemente. Falando dos bancos de nossa cobertura, entendemos que, se confirmado este cenário um pouco pior do que anteriormente antecipado, as ações de representantes de resultados menos voláteis, como Itaú e BTG Pactual emergem como teses mais resilientes, ainda que o setor como um todo deva, dados os recentes resultados majoritariamente favoráveis, navegar com certa tranquilidade este pontual ajuste de rota. 

Concessões e saldo

Concessões ajustadas sazonalmente avançam 12,7% a/a. Saldo de crédito atinge R$ 5,96 trilhões, levando a proporção crédito/PIB a 52,7%, o maior nível desde abril de 2021.

Crescimento - Modalidades PF, PJ, Livres e Direcionados

Comparativo ano contra ano no estoque acelerou firme, atingindo 9,24% em maio (vs 8,68% em abril), com os principais contribuidores sendo as modalidades PF (10,96%) e Direcionados (12,80%).

Crescimento - Modalidades Livre (PF e PJ) e Direcionados (PF e PJ).

Modalidade Livre PJ foi destaque com alguma recuperação puxada por ACC, outros créditos livres, e conta garantida. Nos direcionados, destaque para PF, com destaque no mês na modalidade imobiliário.

Inadimplência

Inadimplência geral (90 dias) avançou marginalmente a 3,3% (3,2% em abril), com deterioração vista principalmente na modalidade livres, que desenha repique com certo ímpeto.

Endividamento e Comprometimento de renda

Endividamento, de forma bastante suave, e comprometimento de renda, de forma mais acelerada apresentam viés de elevação.

Endividamento e renegociações (composição).

Volume de renegociações avança organicamente, enquanto inadimplência da linha encontra um aparente platô em patamar historicamente elevado, a 17%.

ICC e Spread geral.

ICC vem demonstrando movimento de ligeira contração, enquanto spread geral retrai de forma mais íngreme, apesar de custos de captação apresentarem alta nos últimos meses.

Disclaimer

 Este é um relatório público e foi produzido pelo BB-Banco de Investimento S.A. (“BB-BI”). As informações e opiniões aqui contidas foram consolidadas ou elaboradas com base em informações obtidas de fontes fidedignas e de boa-fé, tendo sido tomadas medidas razoáveis para assegurar sua exatidão no momento de publicação. Contudo, o BB-BI não garante que tais dados sejam totalmente isentos de distorções e não se compromete com a veracidade dessas informações. Todas as opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e derivam do julgamento de nossos analistas de valores mobiliários (“analistas’), podendo ser alteradas a qualquer momento sem aviso prévio. O BB-BI não garante o lucro e não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas nesse material, que tem por finalidade apenas informar e servir como instrumento que auxilie a tomada de decisão de investimento, não devendo ser  interpretado como material promocional, recomendação, oferta ou solicitação de oferta para comprar ou vender quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Investimentos nos mercados financeiros e de capitais estão sujeitos a riscos de perda superior ao capital investido. A rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Nos termos do art. 22 da Resolução CVM 20/2021, o BB-BI, em conjunto com o Conglomerado Banco do Brasil S.A. (“Grupo”), declaram que (i) podem ser remunerados por serviços prestados ou possuir relações comerciais com a(s) empresa(s) analisada(s) neste relatório ou com pessoa natural ou jurídica, fundo ou universalidade de direitos, que atue representando o mesmo interesse dessa(s) empresa(s); (ii) podem possuir participação acionária direta ou indireta, igual ou superior a 1% do capital social da(s) empresa(s) analisada(s), e poderão adquirir, alienar ou intermediar valores mobiliários da(s) empresa(s) no mercado. 

Quer dar uma nota para este conteúdo?

Utilizamos cookies para oferecer uma melhor experiência e personalizar os conteúdos de acordo com a nossa

Política de Privacidade.