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Mercado

Abertura | Investidores ficam atentos a recados da ata do Copom; Ibovespa indica baixa e dólar sobe

Publicado por: Broadcast Exclusivo

conteúdo de tipo Leitura4 minutos

Atualizado em

25/06/2024 às 09:42

Por Simone Cavalcanti, do Broadcast

São Paulo, 25/06/2024 - A ata da mais recente reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que interrompeu o ciclo de corte da taxa básica de juros, a Selic, ganha a atenção dos investidores nesta abertura da sessão de negócios no Brasil. O colegiado, que decidiu pela parada por unanimidade, indicou que a manutenção em 10,50% ao ano não prejudica o objetivo fundamental de garantir estabilidade de preços.

Os integrantes do Comitê também fizeram menção à política fiscal, dizendo que, ao ser fortalecida e crível, contribui para a redução das expectativas de inflação. Já alguns manifestaram preocupação maior com inflação de alimentos no curto prazo devido às enchentes no Rio Grande do Sul. E seguiram debatendo o comportamento dos preços de serviços. Em resumo, para a autoridade monetária, o cenário de inflação se tornou mais desafiador com elevação das projeções de médio prazo.

No contexto de hoje ganha relevo palestra do diretor de Política Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, em evento da Warren Investimentos.

IPCA-15 pode desacelerar levemente

Amanhã o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o IPCA-15 e, de acordo com o Projeções Broadcast , o indicador deve desacelerar a 0,43% em junho (mediana), ante alta de 0,44% em maio. As projeções variam de 0,30% a 0,51%. Para a inflação em 12 meses, a mediana, porém, indica aceleração de 3,70% a 4,10%. As estimativas vão de 3,97% a 4,19%.

No mercado acionário, às 9h05, o Ibovespa futuro operava em queda de 0,15%, aos 124.130 pontos, indicando fôlego mais curto no início dos negócios, assim como as bolsas de Nova York, que no pré-mercado apresentam sinais divergentes. Já o dólar à vista avançava 0,50%, para R$ 5,4173.

Vale e mais um pedido de indenização

A Vale informou na noite de ontem que não foi notificada pelo poder judiciário a respeito da ação movida pelos Ministérios Públicos Federal e dos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo contra a empresa, a BHP e a Samarco com pedido de indenização de R$ 3,6 bilhões por danos morais coletivos. Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a mineradora diz que irá apresentar seus argumentos ao juízo competente em momento oportuno.

Aberta na 4ª Vara Federal de Belo Horizonte, a ação civil pública é assinada por Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Espírito Santo (MPES), Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG), Defensoria Pública do Espírito Santo (DPES) e Defensoria Pública da União (DPU).

A Multiplan informou que um dos seus acionistas controladores, o fundo de pensão de Ontário (OTPP, na sigla em inglês), manifestou a intenção de vender a totalidade de sua participação na companhia.

Para o Citi, o acionista controlador da Multiplan, Isaac Peres, deve exercer seu direito de preferência na compra das ações do OTPP. "Acreditamos que o resultado mais provável é que o negócio seja com o Sr. Peres, já que a Multiplan vem recomprando participação minoritária em ativos e provavelmente fará o mesmo na empresa", afirmam analistas do banco.

Quanto às blue chips, às 8h34, os American Depositary Receipts (ADRs) da Petrobras registravam alta de 0,28% no pré-mercado de Nova York ainda que os contratos futuros de petróleo passem por uma realização, operando em baixa. Às 7h30, o barril do petróleo WTI para agosto caía 0,50% na Nymex, a US$ 81,22, e o do Brent para setembro recuava 0,48% na ICE, a US$ 84,75. Já as da Vale subiam 0,44%, no mesmo horário acima, com a cotação do minério de ferro em US$ 110,33, estável em relação à véspera.

Pré-mercado de NY opera sem direção única

Os índices futuros de Nova York operam sem direção única, replicando sinais divergentes no fechamento de Wall Street ontem, quando as ações da Nvidia caíram mais de 6% e pressionaram o Nasdaq, que se recupera nesta manhã. Já o dólar exibe viés positivo ante outras moedas principais à espera de indicadores e pronunciamentos de duas diretoras do Fed. Os agentes de mercado indicam acreditar que o Banco Central dos Estados Unidos abrirá o ciclo de queda dos juros em setembro e promoverá dois cortes de 25 pontos-base na taxa básica este ano, conforme sugere a plataforma de monitoramento do CME Group.

Já na Europa, as bolsas recuam, refletindo um tombo de 11,4% da Airbus em Paris, após alerta de lucro, que derruba o setor aeroespacial e ações de tecnologia na região. Entre emergentes, o dólar se mantém forte contra a divisa da África do Sul, em meio ao impasse na formação do novo governo de coalizão do país. O petróleo, por sua vez, recua por cautela com a demanda da China e os conflitos geopolíticos, depois de subir 1% ontem.

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A incerteza em relação ao cenário da inflação na zona do euro deverá levar o Banco Central Europeu (BCE) a cortar os juros apenas em setembro, segundo o diretor de Estratégias de Investimento para as Américas do Julius Baer, Esteban Polidura.

"A incerteza em relação às perspectivas de inflação e à dinâmica dos salários na zona do euro fez com que o BCE ficasse muito relutante em sinalizar uma maior flexibilização da política nas próximas reuniões, sugerindo que aguardará a reunião de setembro para cortar novamente as taxas de juros e pulará a reunião de julho", disse Polidura, em entrevista exclusiva ao Broadcast. O Julius Baer estima inflação de 2,4% neste ano e no próximo, acima da meta de 2%.

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