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Mercado

Magalu conclui aumento de capital de R$ 1,25 bilhão e propõe grupamento de ações

Publicado por: Broadcast Exclusivo

conteúdo de tipo Leitura4 minutos

Atualizado em

09/05/2024 às 14:45

Por Caroline Aragaki, Isabela Moya e Luana Pavani, do Broadcast

São Paulo, 22/03/2024 - O Magazine Luiza (MGLU3) concluiu a operação de aumento de capital de R$ 1,25 bilhão, com 100% de adesão. Parte dos recursos vieram da família Trajano, fundadores da rede varejista. Das ações que estavam disponíveis para os acionistas minoritários, cerca de 75% foram subscritas pelo mercado.

Assim, foram subscritas e integralizadas 641.025.641 ações ao preço de emissão de R$ 1,95 por ação, exatamente como estavam previstas no anúncio do aumento de capital, em 26 de janeiro passado. Os acionistas controladores participaram com 66% do total de ações subscritas.

No anúncio do aumento de capital, a empresa informou em fato relevante que a família da executiva Luiza Trajano entraria com R$ 1 bilhão na operação, e o banco BTG Pactual havia se comprometido a ficar com R$ 250 milhões em ações. O banco se comprometeu a exercer integralmente os direitos de preferência para aquisição de ações cabíveis aos controladores, assim como participar da rodada de sobras, se houvesse, e subscrever até R$ 1 bilhão de ações. O acordo foi de uma operação de troca de resultados de fluxos financeiros futuros, uma operação chamada de "Total Return Swap".

O que é subscrição de ações?

  • Uma operação de aumento de capital é quando os próprios acionistas são chamados pela empresa para colocar mais recursos, comprando novas ações. Portanto, é uma emissão privada, em vez de uma oferta pública de distribuição de ações.

No aumento de capital, os acionistas têm o direito de participar, se quiserem - não é uma obrigação. Para convecê-los, o conselho de administração precisa apresentar a proposta detalhada de como pretende utilizar os recursos que serão captados. Caso tenha interesse, o investidor subscreve tantas ações quanto desejar dentro da quantidade disponível.

Ao final do processo, todas as ações subscritas vão compor o capital social da empresa. No caso do Magalu, com a homologação total do aumento de capital, seu capital social passou de R$ 12.552.162.483,75 para R$ 13.802.162.483,70, representado por 7.389.952.489 ações. As ações subscritas e integralizadas poderão ser vistas nos extratos de seus respectivos subscritores a partir do 3º dia útil contado desta sexta-feira.

Segundo o Magalu, o aumento de capital tem por finalidade dois pontos: a aceleração dos investimentos em tecnologia, incluindo a expansão do Luizalabs e a evolução da plataforma de marketplace, experiência do usuário (UX) e dos serviços de Advertising, Fintech, Fulfillment e Magalu Cloud; e a otimização da estrutura de capital da companhia.

Nesse ponto, vale lembrar que há um vencimento de R$ 2 bilhões em notas promissórias em abril deste ano. Também o Magazine Luiza no ano passado se viu às voltas com um inesperado ajuste contábil, de mais de R$ 800 milhões divulgado em novembro de 2023.

Grupamento de ações

Agora que está com o capital social dividido em mais de 7 bilhões de ações, o Magalu pretende reduzir esse quadro por meio de um grupamento de ações. Hoje também a empresa divulgou proposta, a ser debatida com os acionistas em Assembleia Geral Extraordinária (AGE), para agrupar a totalidade de suas ações na proporção de 10 para 1. Assim, após a conclusão do grupamento, o capital social do Magazine Luiza permanecerá no montante de R$ 13.802.162.483,70 mas passará a ser dividido em 738.995.248 ações ordinárias.

  • Segundo fato relevante, o principal objetivo do grupamento é reduzir a volatilidade das ações. Os procedimentos e cronograma para o grupamento de ações da companhia, inclusive com relação ao tratamento a ser dado a eventuais frações de ações decorrentes do grupamento, serão devidamente detalhados e divulgados quando da convocação da AGE.

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