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Mercado

Tudo parte do plano? Confira a análise do 1T24 do Itaú (ITUB4)

Segundo analistas do BB Investimentos, o Itaú entregou no 1T24 um resultado positivo.

Publicado por: Análise BB

conteúdo de tipo Leitura5 minutos

Atualizado em

07/05/2024 às 12:28


Como analista do BB investimentos, e natural do Rio Grande do Sul, peço licença neste relatório para me solidarizar ao meu forte, aguerrido e bravo povo neste momento tão difícil.

Se a dor da tragédia é enorme, torço para que possamos oferecer uma solidariedade ainda maior.

Doações voluntárias podem se unir ao valor de R$ 400 mil já anunciados pela Fundação BB para a disponibilização de alimentos, kits de higiene e limpeza a serem entregues pelos parceiros da FBB na região. Se puder ajudar, contribua:

Banco do Brasil - 001 Agência 1607-1 Conta 51.000-9 Pix: pix.enchentesrs@fbb.org.br


O Itaú apresentou no 1T24 um resultado que consideramos positivo, com lucro líquido recorrente gerencial de R$ 9,77 bilhões, equivalente a um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 21,9%. As dinâmicas do resultado foram similares às dos trimestres imediatamente anteriores, guardadas algumas dinâmicas sazonais típicas do 1T, com o resultado favorecido por boa dinâmica de receitas conjugada a despesas com provisões menores e custos sob controle.

Momento e contexto.

À primeira vista, o resultado do Itaú parece positivo apenas por conta do lucro líquido e ROE fortes (sendo que este último foi favorecido ainda por uma queda do patrimônio líquido no balanço, o que ajuda a melhorar o indicador). Avaliando item a item, no entanto, vemos algumas tendências que poderiam ser consideradas sub-ótimas, especialmente em termos de crescimento de carteira de crédito (+2,6% a/a, ante um estoque SFN que cresce 8,3%) – o que acreditamos ser o principal ponto de atenção no resultado – e a queda da margem com clientes (-1,8% t/t). Entretanto, em nossa análise, “tudo faz parte do plano”. Observando as projeções próprias (guidance) do Itaú para 2024, que apontam para (i) uma acomodação da margem com clientes (crédito), refletindo o mix de crédito mais equilibrado trabalhado pelo banco nas safras mais recentes, sendo compensado com (ii) volumetria, ou seja, com uma expansão projetada da carteira de crédito para este ano de cerca de 8% na média, imaginamos que a dinâmica de receitas deva ser mais benéfica nos trimestres vindouros. O resultado do 1T24, por conta de uma sazonalidade mais fraca, simplesmente não ajuda a evidenciar tais tendências com maior clareza ainda.

Se o 1T não mostrou ainda uma dinâmica tão empolgante do lado das receitas e do crescimento, do lado das despesas a leitura que temos é bem mais animadora. O custo do crédito recuou tanto no comparativo trimestral (-3,9%) quanto anual (-3,2%), refletindo preponderantemente o alívio paulatino na qualidade do crédito, reafirmado pelo índice de inadimplência, que recuou mais uma vez, chegando a 2,7% ante 2,8% no 4T23. Já as despesas não decorrentes de juros (DNDJ) evidenciam um excelente controle de custos, em nossa opinião, tendo recuado 6,2% no trimestre, também impactadas por efeitos sazonais, e se expandindo 4,3% no ano, variação próxima da inflação, levando o índice de eficiência a 38,3%, o melhor da série histórica.

Desempenho das ações

O sentimento que vínhamos capturando, que era o das ações do Itaú estarem caras, vem dando lugar, em nossa percepção, à leitura de que o prêmio cada vez mais se justifica pela excelência e consistência das entregas. Por conta disso, temos observado frequentes reprecificações da ação, algo que já havíamos inclusive antecipado no relatório do 4T23, e que imaginamos que deva ser a tônica enquanto durar o bom momento.

O gráfico abaixo mostra que boa parte dessa percepção teve início ao final do ano passado, à medida que as ações preferidas para 2024 começavam a serem eleitas pelos investidores. Pela qualidade dos resultados e boa execução da estratégia, as ações do Itaú estão em nossa Carteira Fundamentalista desde outubro de 2022, e também foram nossas Top Picks tanto em 2023, quanto em 2024, com suas ações sendo destaque de performance.

Perspectivas

O fraco crescimento de carteira de crédito no comparativo anual, em nossa visão, reflexo ainda do momento de seletividade visto ao longo dos últimos trimestres, deve deixar de ser a tônica ao longo de 2024. Com a inflexão da inadimplência de maneira mais pronunciada como temos visto não apenas no Itaú, mas em diversos representantes do setor, é provável que vejamos o banco com mais confiança para voltar a crescer de forma mais pujante, compensando com volumetria o enfraquecimento de margem que devemos ver nos trimestres vindouros, dado o ambiente de juros em queda. Em suma: não temos indícios fortes que apontem para uma ruptura no bom momento que vive o Itaú, que deve permanecer sendo o banco incumbente de nossa cobertura com performance mais rentável e equilibrada, tendo ainda como catalisador a postura de vanguarda no movimento de transformação digital vivida pelo setor.

Preço-alvo e recomendação

Incorporamos os números do 1T24 ao valuation, e apresentamos nosso novo preço-alvo de R$ 40,00 (antes R$ 35,20) para o final de 2024, o que representa um potencial de valorização de 23,5% com base no preço atual. Mantemos a recomendação de compra para as ações do Itaú, entendendo que o banco deve permanecer registrando resultados sólidos nos próximos trimestres.

Disclaimer

Este é um relatório público e foi produzido pelo BB-Banco de Investimento S.A. (“BB-BI”). As informações e opiniões aqui contidas foram consolidadas ou elaboradas com base em informações obtidas de fontes, em princípio, fidedignas e de boa-fé. Embora tenham sido tomadas todas as medidas razoáveis para assegurar que as informações aqui contidas não sejam incertas ou equivocadas, no momento de sua publicação, o BB-BI não garante que tais dados sejam totalmente isentos de distorções e não se compromete com a veracidade dessas informações. Todas as opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e derivam do julgamento de nossos analistas de valores mobiliários (“analistas’), podendo ser alteradas a qualquer momento sem aviso prévio, em função de mudanças que possam afetar as projeções da empresa, não implicando necessariamente na obrigação de qualquer comunicação no sentido de atualização ou revisão com respeito a tal mudança. Quaisquer divergências de dados neste relatório podem ser resultado de diferentes formas de cálculo e/ou ajustes. O Disclaimer completo encontra-se no relatório.

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