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Raízen (RAIZ4): A paciência pode recompensar? Confira o preço-alvo e recomendação no início de cobertura divulgado pelo BB-BI

BB Investimentos inicia cobertura da Raízen

Publicado por: Análise BB

conteúdo de tipo Leitura10 minutos

Atualizado em

04/07/2024 às 14:40


A Raízen é a companhia com o terceiro maior faturamento do país, com atuação no setor sucroenergético e em distribuição de combustíveis. A companhia se destaca pelo modelo integrado, atuando desde a produção agrícola, até a distribuição de seus produtos ao cliente final. Além disso, deve aumentar a relevância com a transição energética ao ofertar soluções de menor emissão de carbono, vide o aumento dos investimentos em etanol celulósico (E2G), com perspectiva de chegar a 20 plantas ao longo dos próximos anos.

Entendemos ser este um setor com forte potencial de crescimento devido à elevada demanda global de açúcar, e também considerando-se a importância e competitividade do etanol enquanto combustível com menor pegada de carbono. A atuação em E2G se soma a esses esforços, sendo ao mesmo tempo um vetor de crescimento e fonte de preocupação de investidores. Isso porque os elevados investimentos para a construção das novas plantas geraram um forte impacto nas despesas financeiras, e existem dúvidas sobre execução e demanda. No entanto, vemos motivos para otimismo, dado que recentemente a companhia vem indicando redução no volume de investimentos e um processo de desalavancagem, o que deve possibilitar que investidores que concordem com essa tese e tenham a paciência de aguardar a chegada de tais condições, passem a usufruir da rentabilidade que pode se desenhar à frente com a entrada em operação das novas plantas.

Em resumo, avaliamos a Raízen como um player eficiente, com robustas vantagens competitivas no mercado sucroenergético, com seu modelo integrado, além de atuação de excelência em distribuição de combustíveis e potencial de crescimento com o aumento na demanda por produtos com menor pegada de carbono, notadamente o E2G. Nesse sentido, como comentamos ao longo do relatório, entendemos que a Raízen se encontra subavaliada em bolsa, e entre os motivos estão o elevado volume de investimentos, que ocasionou uma dinâmica de elevadas despesas financeiras, reduzindo fortemente o lucro líquido, vide a diminuição de 78% a/a em 2023/24, ao passo em que as despesas financeiras se elevaram em 27%.

Em nosso entendimento, quando a companhia iniciou tal ciclo de investimentos, previa que as taxas de juros domésticas estariam em patamares muito menores, o que acabou não se confirmando. No entanto, entendemos que a companhia tem feitos investimentos em um mercado bastante promissor, o que deve, a partir de agora, passar por um processo de desalavancagem, associado a um menor volume de investimentos, combinação que deve permitir uma recuperação nos níveis de ROE e margem líquida, como podemos ver na página 19.

É claro que ainda existem riscos, tanto na execução quanto na demanda e preços dos produtos, como pudemos ver na construção das primeiras plantas, cujo custo inicial saiu da faixa de R$ 800 milhões para o R$ 1,2 bilhão que foi de fato desembolsado (para detalhes dos riscos, ver página 23). No entanto, os prêmios obtidos com o etanol E2G sinalizam que a companhia deve se consolidar como pioneira em um setor cuja demanda tem apenas começado a se desenvolver.

Veja no relatório completo o preço-alvo e recomendação, além de estimativas, gráficos, tese de investimentos, riscos e discussão sobre os setores de atuação da Raízen. Boa leitura!

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